A farsa da ‘democracia’ soviética defendida por comunistas em peles de cordeiros

Manifesto em apoio à 'democracia' no pátio da Faculdade de Direito da USP: Antro comunista. Encontre uma bandeira verde e amarela, se for capaz (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

Historicamente, socialistas-comunistas são lobos capazes de se travestirem de cordeiros democratas para conquistarem o poder e se perpetuarem nele.

A Alemanha Oriental ou Alemanha Socialista, autodenominada “República Democrática Alemã” foi criada em 1949, após o fim da 2ª Guerra Mundial na parte do território alemão ocupado pela União Soviética, comandada pelo ditador e genocida, Joseph Stalin. Por 40 anos – de 1949 até 1989, quando caiu o muro de Berlim – a República “Democrática” Alemã foi governada pelo Partido Socialista Unificado (internacional socialista/comunista) que impôs aos alemães orientais, o aprendizado do marxismo-leninismo e do idioma russo nas escolas.

Ampliava-se aí a principal farsa dialética socialista – seja ela dos nacionais socialistas (nazistas) de Adolf Hitler, seja a de seus irmãos univitelinos, os “internacionais socialistas” (comunistas), de Joseph Stalin. E que pode ser perfeitamente expressa pela passagem bíblica em que Jesus Cristo, no Novo Testamento, alerta sobre o perigo que representam “lobos em pele de cordeiros”:

“ – Cuidado com os falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores” (Mateus 7:15).

A Alemanha Ocidental ou Alemanha Capitalista, ou “República Federal da Alemanha”, por ter permanecido sob a influência de países verdadeiramente democráticos – Estados Unidos, Grã-Bretanha e França –, nunca precisou declarar-se “democrática”. Ela simplesmente era democrática.

A “democracia” nos regimes socialistas e comunistas remonta os primórdios da Revolução Comunista Russa. Vladimir Lenin falava em “ditadura democrática operária-camponesa”. A falácia sobreviveria depois de mais de um século e de mais de 100 milhões de mortes sob a foice e o martelo das “democracias” socialistas-comunistas.

Como diria o ‘hino comunista de Geraldo Vandré: “Para não dizer que não falei das flores” (Detalhe de uma charge de 1943)

Para entendermos como essa farsa se perpetua até hoje, é importante darmos uma breve olhada para o passado para entendermos como foi o início da 2ª Guerra Mundial, quando os “internacionais socialistas” de Stalin, firmaram um pacto de não-agressão entre “camaradas” com o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (o nome oficial do partido nazista), de Adolf Hitler.

 

No Pacto Molotov–Ribbentrop, assinado em Moscou, em 23 de agosto de 1939, os dois regimes totalitários, que se revelariam genocidas em breve, decidiram como dividiriam a Polônia – que fazia fronteira com os dois países – no início do plano dos dois regimes socialistas de dividirem entre si, a Europa. O pacto ficou conhecido por este nome porque foi assinado pelos ministros das duas ditaduras: o soviético Viatcheslav Molotov e alemão Joachim von Ribbentrop.

Charge da época perguntava sobre as duas ditaduras socialistas: “Imagine quanto durará a ‘Lua-de-Mel’, afinal?”

Hitler e Stalin, em caricatura de Arthur Szyk, de 1939

A Polônia seria invadida pelos nazistas no dia 1º de setembro de 1939 e pelos soviéticos no dia 17 do mesmo mês. O acordo entre os dois regimes sanguinários ainda pactuava como os internacionais socialistas da União Soviética atacariam países bálticos como a Finlândia, a Estónia, a Letónia e a Lituânia e mais ao Sul, partes da Romênia.

 

A parábola do sapo e o escorpião

Um escorpião encurralado à margem de um rio por um incêndio na floresta pede a um sapo que o ajude a atravessar para a outra margem do rio onde estaria em segurança. Diante da recusa do sapo –  que o teme com razão –, o escorpião insiste que não havia porque temer ser picado, já que ambos morreriam afogados no rio. Na parábola, o sapo firma esse “pacto” e quando ambos estão no meio da travessia, o sapo sente a temida picada. E começa a afundar com o escorpião nas costas. Então, lhe pergunta: “- Por que fez isso? Agora nós dois morreremos!” Ao que o escorpião responde: ” – Desculpe, não pude evitar! É a minha natureza!”.

Assim foi com os irmãos internacionais socialistas (comunistas) e os nacionais socialistas (nazistas), na Segunda Guerra Mundial.

 

Há controvérsias sobre quem traiu quem primeiro. Alguns historiadores afirmam que teriam sido os internacionais socialistas soviéticos ao invadirem a região romena de Bucovina, em 1940, o que não fazia parte do “combinado” com os companheiros nacionais socialistas alemães.

O descumprimento da partilha teria levado os nacionais socialistas alemães a invadirem a União Soviética em 22 de junho de 1941. Após a quebra do pacto, o ditador comunista Joseph Stalin se colocaria ao lado dos Aliados (liderados pelos EUA), na luta contra a Alemanha.

O ditador soviético, Joseph Stalin, o presidente dos EUA, Franklin Roosevelt e o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, em 1943

Somente décadas depois do fim da 2ª Guerra Mundial o mundo tomaria conhecimento de que a ditadura comunista soviética já havia se tornado, antes mesmo da guerra, muito mais genocida que a nazista.

A Alemanha sob a “democracia” comunista

A parte da Alemanha que controlada pela União Soviética estava apenas começava a padecer sob o comunismo soviético em 1949. Centenas de alemães foram fuzilados pelos soldados de Berlim oriental, enquanto tentavam fugir da República “Democrática” Alemã (oriental, socialista), para a República Federal Alemã (ocidental, capitalista). Este vídeo da Deutsche Welle traz o exemplo do policial Conrad Schumann, que em 1961, aos 19 anos, arriscou a vida ao fugir da Alemanha Oriental comunista para a Ocidental capitalista “opressora”, logo que a fronteira dos dois países foi fechada. Dias depois da fuga espetacular, seria iniciada a construção do Muro de Berlim para impedir que os alemães “fugissem do paraíso socialista-comunista.”

O caso da República “Democrática” que só se tornou uma democracia depois de tirar a palavra “democrática” do nome

O muro de Berlim foi construído para tentar esconder o fracasso do regime socialista-comunista imposto pela União Soviética aos alemães, que criara um novo inferno ditatorial para os alemães depois do trauma do nazismo. O muro permaneceu em pé até 1989, quando começou a ser derrubado.

Ironicamente, o título de “democrático” foi retirado do nome da Alemanha unificada, em 1990, justamente quando, de fato e de Direito, a Alemanha, agora unificada, voltou a ser uma democracia.

Outros exemplos de farsas democráticas socialistas-comunistas

Em 1945, o Partido Comunista Vietnamita fundou a República Democrática do Vietnã. Estima-se que a ‘democracia’ vietnamita tenha matado 1 milhão de pessoas. Em 1976 – já sem a ilusão de que em algum momento tivessem enganado alguém – o Vietnã trocou o rótulo “democrática”, por “socialista”, assumindo a sua verdadeira fase tenebrosa de ditadura comunista.

Em 1948, nasceu a República Popular Democrática da Coreia, a Coreia do Norte. A “democracia” vivida no país até hoje, é conhecida pelo mundo todo, sob a dinastia de ditadores comunistas, hoje liderada pelo indecente Kim Jong-Un.

Atualmente, ainda ostentam em seus nomes oficiais o falso rótulo de república “Democrática”: Argélia, Congo e Etiópia, Laos, Nepal e São Tomé e Príncipe, Sri Lanka e Timor-Leste, onde – como já vemos acontecer no Brasil de hoje, na ditadura de toga instaurada no País – comunistas perseguem opositores, fecham veículos de Comunicação (atualmente, canais conservadores de Direita), eliminaram partidos políticos (ou inviabilizam a criação deles, como aconteceu com o Aliança Brasil, de Bolsonaro) e confiscam propriedade privada.

Amigos Vermelhos do Rei

É como diria um ex-chefe de redação e ativista comunista com que trabalhei, citando alguma “personagem” comunista :

“ – É claro que queremos tirar os oligarcas capitalistas do poder. Queremos os oligarcas deles para colocar lá os nossos!”

Assim, o comunismo perpetua a corrupta relação de “amigos do rei” de todo regime totalitário que já existiu sobre a face da Terra. E tudo em nome do povo e da “democracia”.

Hoje, no Brasil, assinam o “Manifesto [Socialista] pela Democracia”, os comunistas do iPhone da USP – um antro comunista há décadas, como de resto, todas as universidades públicas do País – e os “amigos dos amigos do meu pai”, como diria Marcelo Odebrecht, os “campeões nacionais” que se no momento não são empreiteiros envergonhados em aparecer em público, antes de um eventual golpe nas urnas, logo aparecerão, caso ele se concretize.

Hoje, entre os “amigos vermelhos do rei” há banqueiros ligados à Febraban e 14% dos associados da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), assinando “cartinha em defesa de uma democracia”, mas nos moldes soviéticos é claro!

Porque como avisou José Dirceu:

” – Então, nós vamos tomar o poder, o que é diferente de ganhar uma eleição!”

“Cartinha não serve nem para papel-higiênico”

Assim, se tiver uma cópia da “carta aos brasileiros pela democracia” ou qualquer manifestação neste sentido associada escancaradamente ao apoio político de um candidato socialista que saqueou o seu país, que financiou ditaduras comunistas na América Latina e na África com o dinheiro dos impostos pagos por você, brasileiro, dê a esse manifesto o fim que ele merece, muito bem indicado pelo Presidente Jair Bolsonaro em postagem em suas redes sociais, que compartilho no final deste artigo.

Manifesto em apoio à ‘democracia soviética’ no pátio da Faculdade de Direito da USP. Antro comunista.(Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

Eu só faria um adendo sobre a sugestão presidencial. Esses manifestos esquerdistas não servem nem papel higiênico. No máximo, como papel higiênico para cachorros. Ou – parafraseando esse tweet de 2018 sobre a Velha Imprensa Vermelha do país -, talvez nem para isso.

Post do Presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a “cartinha-papel higiênico” esquerdalha da USP

” – Acredito que a “carta pela democracia”, que foi lida na micareta do PT, teve algumas de suas páginas rasgadas, principalmente nas partes em que deveriam repudiar o apoio, inclusive financeiro, a ditaduras como Cuba, Nicarágua e Venezuela, bem como o controle da mídia/internet.

Bolsonaro: “A única ‘carta’ em defesa da democracia” (Reprodução Instagram)

“Do contrário, assinar uma carta pela democracia enquanto apoia regimes que a desprezam e atacam os seus pilares tem a mesma relevância que uma carta contra as drogas assinada pelo Zé Pequeno, ou um manifesto em defesa das mulheres assinado pelo Maníaco do Parque.

O Brasil já tem sua carta pela democracia: a Constituição. Essa é a única carta que importa na garantia do estado democrático de direito, mas foi justamente ela que foi atacada pelos que agora promovem um texto paralelo que, para efeitos legais, vale menos que papel higiênico.

Das duas uma, ou a esquerda repentinamente se arrependeu de suas ameaças crônicas à nossa democracia, como os esquemas de corrupção, os ataques à propriedade privada e a promoção de atos violentos, ou trata-se de uma jogada eleitoral desesperada. O golpe tá aí, cai quem quer.”