Anestesista pode ter feito outras 2 vítimas no domingo

Dosagens suspeitas de anestésicos em 2 partos levaram ao flagrante

 

O médico anestesiologista Giovanni Quintella Bezerra, 31 anos, foi preso em flagrante depois de estuprar uma gestante completamente dopada, durante o trabalho de parto no domingo, dentro do centro cirúrgico do Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

O flagrante ocorreu porque enfermeiras e técnicas de enfermagem da unidade pública de saúde desconfiaram da quantidade de sedativo que o médico ministrou em dois partos anteriores realizados também no domingo. A suspeita levou a equipe a gravar o terceiro parto, uma cesariana.

Nos centros cirúrgicos, um lençol é usado para  impedir que, caso o efeito da sedação passe, a parturiente veja a cirurgia que a equipe faz em seu abdome.

No vídeo, enquanto a equipe cirúrgica trabalha de um lado do lençol, Giovanni fica do outro lado do tecido, dos ombros para cima da parturiente.

Ele coloca o pênis na boca da vítima insconsciente e a estupra por quase dez minutos, enquanto olha ao redor para não ser flagrado. Ao final do estupro ele ainda limpa a vítima para tentar esconder o crime.

Com a gravação como prova irrefutável,  Giovanni Quintella Bezerra foi preso em flagrante por estupro de vulnerável na madrugada desta segunda-feira, dia 11 de julho, pela Delegacia de Atendimento à Mulher de São João de Meriti.

No início da tarde, o anestesista foi levado para o presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio.

O anestesista responderá por estupro de vulnerável, crime para o qual a pena prevista é de 8 a 15 anos de prisão.

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu processo de cassação do médico anestesista.

Em nota, a defesa do anestesista informou que aguardará até ter acesso aos autos para só então se manifestar.