Apoiadores de Bolsonaro voltam às ruas de Campo Grande no domingo

Pautas vão do apoio ao presidente Bolsonaro, contagem pública de votos à protestos contra medidas do STF e ampliação do toque de recolher na Capital

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vão promover no próximo domingo (14), às 10 da manhã, uma manifestação na avenida Afonso Pena, esquina com rua Alagoas, no Centro de Campo Grande.

Rafael Tavares, do movimento EndireitaMS, um dos organizadores do evento, explicou as razões da manifestação:

“A direita precisa voltar para as ruas e mostrar a força do presidente Bolsonaro. Não podemos aceitar, de maneira silenciosa, os absurdos cometidos pelo STF precisamos agir. Além disso, temos um governador indiciado por corrupção, decretando toque de recolher.”

Os manifestantes também protestaram contra o avanço das medidas de restrição, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, que violam direitos constitucionais fundamentais, como o direito de ir e vir.

A suspensão de direitos constitucionais fundamentais, segundo a Constituição Federal, só pode ocorrer por declaração de Estado de Sítio, prerrogativa exclusiva pelo presidente da República que Carta Magna exige ainda, que seja avalizada pelo Congresso Nacional.

Na semana passada, decisão tomada pelo plenário do STF, confirmou decisões monocráticas anteriores dos ministros Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski, que concederam a governadores e prefeitos – à revelia da Constituição Federal – a autoridade para decretar lockdowns, a interrupção da atividade econômica, assim como toques de recolher.

Depois da decisão, o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), anunciou que pretende ampliar o toque de recolher a partir desta quarta-feira, 10, entre as 20h e às 5 horas.

Tavares ainda ironizou a imposição de um toque de recolher inconstitucional:

“Quem dá toque de recolher [inconstitucional] é chefe de facção criminosa, não governador, apesar de ambos terem problemas com a justiça, são crimes diferentes”, ironizou.

Já sobre a contagem de votos, o organizador da manifestação explica:

“Com o cancelamento da condenação de Lula, precisamos ter eleições auditáveis, senão certamente teremos um processo eleitoral corrompido em 2022”, concluiu.