Argentina tem 3⁰ ministro da Economia em 1 mês

Novo ministro assume a Economia do País vizinho que foi mergulhado pelo governo esquerdista de Alberto Fernández em um profundo processo de ‘venezuelização’

 

O governo de Alberto Fernández, presidente da Argentina, anunciou nesta quinta-feira, dia 28 de julho, o advogado Sergio Massa, atual presidente da Câmara dos Deputados do país vizinho, como novo ministro da Economia. Massa será o terceiro a ocupar a função em um mês no país mergulhado em um forte processo de ‘venezuelização’: a crise econômica que o país enfrenta há muitos anos foi ainda mais agravada pela ‘quarenterna’ – o  mais longo lockdown dentre os países da América Latina -, com a consequente quebra das cadeias produtivas, desemprego, desabastecimento e inflação acumulada de mais de 60%.

Medidas econômicas heterodoxas e populistas, típicas de governos de Esquerda, agravaram seriamente os problemas econômicos e sociais da Argentina em menos de dois anos.

E a taxação de grandes fortunas promoveu um forte êxodo de empresários argentinos, principalmente para o vizinho Uruguai, onde o governo de Direita de Luis Alberto Lacalle Pou os recebeu de braços abertos.

Massa substituirá Silvina Batakis, que assumiu o Ministério da Economia em 4 de julho após a renúncia de Martín Guzmán, e acabou sendo substituída ao fracassar na tentativa de firmar um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo o comunicado oficial do presidente Alberto Fernández, Massa vai acumular as pastas de  “Desenvolvimento Produtivo e Agricultura,
Pecuária e Pesca” e ainda ficar responsável por “relações com organizações de crédito internacionais, bilaterais e multilaterais”.

Alberto Fernández tem perdido o apoio até dos partidos de Esquerda, que têm participado juntamente com à população em geral de protestos cada vez maiores contra o governo, nas principais cidades argentinas.

Além da pressão popular, Fernández enfrenta ainda o ‘fogo amigo’ da vice, Cristina Kirchner, de quem sempre foi considerado  um mero ‘poste’, nos mesmos moldes de Dilma ou Haddad para Lula.