Argentinos protestam contra Alberto Fernández em todo País

Sede do governo quase foi invadida em protestos contra governo Alberto Fernández

 

Manifestantes tentaram invadir a Casa Rosada, sede do governo argentino, em protesto contra o desastroso governo socialista de Alberto Fernández, durante a celebração do Dia da Independência no país vizinho na noite do último sábado, dia 9 de julho. Uma das imagens compartilhadas pela imprensa local mostram os manifestantes forçando o portão da Casa Rosada em Buenos Aires.

As manifestações na Capital argentina foram acompanhadas por atos em outras grandes cidades do país, como Mendoza, Córdoba, Santa Fé e Rosário, entre outras.

Milhares de pessoas revoltadas com a inflação que assola o país, que já chega a 60% no acumulado dos últimos 12 meses, protestaram contra o governo esquerdista pelas ruas de Buenos Aires e em outras cidades da Argentina, com bandeiras nacionais, cartazes e panelas.

Os argentinos estão inquietos com o recente acordo firmado com  o Fundo Monetário Internacional (FMI), que deve estrangular ainda mais a Economia já agonizante do país sob um governo peronismo (populismo de Esquerda).

Desde o começo do ano, o país enfrenta uma inflação  acumulada de 30%, que  segundo analistas econômicos deve chegar a 70% até final de 2022; além da escassez de alimentos e produtos em geral e da alta de dólares nos mercados oficial e paralelo.

Em discurso pelo Dia da Independência, para tentar diminuir o descontamento e desaprovação popular de seu governo, o presidente Alberto Fernández tentou acalmar os ânimos pedindo “unidade”:

“– A história nos ensina que é um valor que devemos preservar nos momentos mais difíceis. Devemos trilhar o caminho para o equilíbrio fiscal e estabilizar a moeda”, disse Fernández.

A fala do socialista indica um reconhecimento de que  saída para o país seriam medidas econômicas que só governos conservadores de economia liberal defendem: políticas ortodoxas de autoridade econômica e responsabilidade fiscal. Admitir que o país precisa de “responsabilidade econômica” é praticamente reconhecer que o país precisa de um governo conservador de Direita, já que “responsabilidade” é tudo o que a Argentina tem demonstrado não ter.

 

O país adotou uma série catastrófica de medidas econômicas populistas que  levaram o país para o caminho de “venezualização” em que se encontra.

Na semana passada Fernández recebeu o pedido de renúncia de seu ministro da Economia, completamente descapitalizado – literal e figurativamente – pela inflação galopante no país.

Em sua fala, Fernández  comentou que a inflação ocorre no mundo todo, porém “prejudica mais seriamente nossa economia, caracterizada por conviver com processos inflacionários persistentes”, omitindo porém que foram medidas como a “quarenterna” – como apelidaram os argentinos o lockdown mais longo da América Latina – que quebrou as cadeias produtivas do país.

Problema que foi ainsa mais agravado por medidas populistas como congelamento de preços.