Barroso dá mais prazo para PF tentar achar algo nas narrativas da ‘CPI do Circo’

Barroso prorroga prazo para que PF prepare pedido de instauração de inquérito com base nas falácias apuradas por 7 anões morais da CPI do Circo

 

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias as investigações contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, e outros agentes públicos durante o combate à pandemia da covid-19. A prorrogação teria sido feita por integrantes da Polícia Federal (PF), com base o relatório final da CPI da Pandemia – mais conhecida como ‘CPI do Circo’ – aberta por determinação do mesmo ministro Luiz Roberto Barroso e tocada majoritariamente por sete senadores comunistas que, após milhões em gastos, vazamento de informações sigilosas e agressões escabrosas à mulheres – profissionais renomadas na área médica, como a doutora em oncologia, Nise Yamagushi, com trabalhou por 40 anos no hospital Albert Einstein, ou a ex-secretária de Saúde de Porto Seguro, na Bahia, Mayara Pinheiro – não levantou crime nenhum do governo federal.

Além do indiciamento do presidente da República, a comissão pede a investigação dos dois filhos do presidente: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), e também de outros parlamentares aliados do presidente: Carla Zambelli (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Osmar Terra (MDB-RS), Ricardo Barros (PP-PR) e Carlos Jordy (PL-RJ) e do então ministro Onyx Lorenzoni.

No pedido aceito pelo ministro, a PF requer mais tempo para sistematizar a documentação apresentada pela CPI, a fim de subsidiar eventual pedido de instauração de inquérito, arquivamento ou oferecimento de denúncia contra os indiciados. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à prorrogação.

Bolsonaro também teve outra investigação prorrogada pelo STF. O que foi aberto pelo fato de o presidente ter citado, em uma live no dia 21 de outubro de 2021, uma reportagem da revista Exame, que citava estudo científico britânico que investigava a suspeita de que a vacina contra a covid estaria ligada ao aumento do risco de desenvolvimento do HIV. A reportagem chegou a ser alterada pela Exame inúmeras vezes depois de citada pelo presidente na live. O inquérito também foi prorrogado pelo tribunal de exceção.