Bolsonaro demite ministro da Defesa

Após o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, colocar o cargo à disposição, por pressão do Senado, presidente demite ministro da Defesa e muda 5 ministérios

O presidente da República, dentro de suas prerrogativas constitucionais de comandante supremo das Forças Armadas, e  discricionárias, como chefe do Executivo federal; de formar sua equipe ministerial, demitiu o Ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e nomeou como seu sucessor o general Braga Netto, até então, titular da Casa Civil.

Braga Netto é – no jargão militar – mais “moderno”, ou seja, da turma posterior a do general Leal Pujol – formado em 1977, na mesma turma de Jair Bolsonaro – na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), que forma cadetes candidatos ao oficialato no Brasil.

Por força da tradição de hierarquia nas Armadas, quando um oficial mais moderno assume o Comando de uma das Armas, todos os oficiais mais antigos em postos de comando que passarão a estar subordinados ao novo ministro da Defesa, general Braga Neto – da turma de 1978 – vão para reserva, para que assumam oficiais generais mais “modernos” que o novo superior hierárquico.

Assim, é praticamente certo que os novos Comandantes da Aeronáutica e da Marinha sejam mais “modernos” do que o novo comandante do Exército.