Bolsonaro sobre censura de Moraes ao Verde e Amarelo: ‘Ordem absurda não se cumpre’

Declaração do Presidente foi em resposta à notícia de que togado havia proibido o Verde e Amarelo em vídeo alusivo à celebração do Bicentenário da Independência

 

O mais recente ato de censura prévia protagonizado pelo integrante do STF, e presidente do TSE, Alexandre de Moraes, teve uma pronta resposta do Presidente da República, Jair Bolsonaro, na tarde desta sexta-feira, dia 26 de agosto, durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan.

Ao ser informado pelos entrevistadores sobre a decisão do togado de censurar a citação ao Verde e Amarelo em vídeo alusivo aos 200 anos da Independência do Brasil, produzido pelo governo federal, o Presidente declarou que “ordem absurda não se cumpre.”

“– Nós vamos desfilar de verde e amarelo. São as cores da nossa bandeira. São 200 anos de Independência […]. Ordem absurda não se cumpre”, declarou o presidente.

A peça alusiva ao Bicentenário tem como título “o futuro escrito em verde e amarelo.”

Matéria do portal Poder360 informou que na decisão, Moraes havia considerado que as citações teriam “viés político da campanha, conforme se extrai de vários trechos das peças publicitarias.”

” – Trata-se de slogans e dizeres com plena alusão a pretendentes de determinados cargos públicos, com especial ênfase às cores que reconhecidamente trazem consigo símbolo de uma ideologia politica, o que é vedado pela Lei eleitoral, em evidente prestígio à paridade de armas”, afirmou na decisão.

A resposta do presidente foi tão contundente e a repercussão na própria mídia esquerdista foi tão negativa que o togado recuou, ainda na tarde de sexta-feira, alegando erro na decisão anterior”

” – Inegável a presença dos requisitos pela importância histórica da data, em especial para comemorações dada a dimensão do país e seus incontáveis feitos durante esse período de independência”, escreveu o togado na suspensão da decisão.