Boris Johnson renuncia ao cargo de primeiro-ministro britânico

Boris Johnson permanece interinamente no cargo até que Conservadores escolham novo líder do governo britânico (Tim Hammond / No 10 Downing Street)

Saída foi inevitável após renúncia de 59 membros do governo britânico na última terça-feira

 

Depois da debandada de 59 integrantes do governo, na última terça-feira, dia 5 de julho, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson renunciou nesta quinta-feira. Johnson lamentou sua saída do cargo:

“Quero que saibam como estou triste por estar desistindo do melhor emprego do mundo”, disse Johnson, que ocupará a posição de primeiro-ministro como interino até que o Partido Conservador escolha um novo líder, que acumulará o posto de chefe de Governo.

No anúncio, Johnson destacou as realizações de seu governo: o comando do processo do Brexit (a saída do Reino Unido da União Europeia), a campanha de luta contra a Covid-19 e o apoio à Ucrânia invadida pela Rússia.

Mas a gestão de Johnson foi abalada por um festival de contradições e hipocrisia, que alinharam o britânico muito ao modus operandi de líderes da Esquerda fabiana – como o presidente francês Emmanuel Macron ou o primeiro-ministro canadense, Justin Trodeau -, do que com um governo conservador.

Isso ficou patente no autoritarismo da imposição de lockdowns ditatoriais, anticientíficos e ineficazes – a regra de reengenharia social de governantes de Esquerda durante a pandemia -, até a notória hipocrisia de se sinalizar virtude – tão  comum entre esquerdistas – que foi explicitada em escândalos como a realização de festas na sede do governo britânico enquanto os cidadãos comuns eram proibidos até de trabalhar e obrigados a ficar em casa.