Brasil Paralelo aponta corrupção e ideologia como causas da violência

Cena do documentário “Entre Lobos”, da Brasil Paralelo. (Reprodução)

Documentário “Entre Lobos”, da Brasil Paralelo, faz um diagnóstico sobre como a corrupção nos órgãos governamentais,  decisões do Poder Judiciário e a influência  ideológica na política e sociologia transformaram o Brasil em um dos países mais violentos do mundo. E os desafios da segurança pública para reverter esse quadro.

Com informações Gazeta do Povo

 

Em três episódios, disponíveis na plataforma Brasil Paralelo a partir da próxima segunda-feira, dia 20 de junho, o documentário “Entre Lobos” escancara o problema da violência na sociedade brasileira.

“O debate público a respeito dos índices de criminalidade no Brasil gira muito em torno do que nós diagnosticamos no documentário como consequência final de toda uma cadeia criminal que vai acabar com assalto, latrocínio, roubo, sequestro, estupro… Hoje, esse debate é muito a respeito das consequências. A nossa abordagem foi descobrir quais são as causas do crime”, afirma Medeiros.

A partir daí, segundo ele, é possível divisar saídas para o problema.

“Há solução. É possível não apenas sonhar com um Brasil onde a gente sai na rua sem medo. Mas, para isso, a gente precisa entender as causas do problema e o papel do Estado em coibir a ação criminal e em promover o comportamento civilizado.”

Dirigido por Silvio Medeiros, “Entre Lobos” custou R$ 1 milhão e foi filmado em 13 cidades diferentes, com 50 entrevistados. O primeiro episódio do documentário traz depoimentos de Anderson Torres, ministro da Justiça e Segurança Pública, Roberto Motta, ex-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, João Henrique Martins, cientista político especializado em economia criminal, Marcelo Rocha Monteiro, procurador de Justiça do Rio de Janeiro, Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) do Rio de Janeiro, e de Capitão Derrite, deputado federal.

O episódio inicial mostra dados alarmantes, como o de que 500 mil criminosos condenados que deveriam estar presos no Brasil se encontram soltos por diferentes motivos. Na tese do documentário, o problema se deve em grande parte à profissionalização do crime e à benevolência com os bandidos por parte de políticos e juízes de  ideologia marxista.

E a população acostuma-se a viver cada vez mais refém desse cenário, adotando costumes de proteção como não sair às ruas a partir de certos horários, evitar o uso do celular na rua, usar concertinas, cercas elétricas e alarmes nas residências e blindar carros, prática na qual o Brasil é recordista mundial, como revela o documentário.

“Entre Lobos” ainda desmascara ideologias de matriz esquerdista que fomentam a bandidolatria e o vítimismo social da criminalidade.

A violência nas favelas do Rio de Janeiro é um dos grandes focos do primeiro episódio, que ainda explicita a relação do narcotráfico com políticos, membros das polícias e do Poder Judiciário.

Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope, relata, por exemplo, a existência das “black spots”, áreas de acesso negado ao Estado, que só costumam ser vistas em situações de guerra.

O documentário também traça um panorama histórico da Cracolândia, em São Paulo, revelando como o poder público sucumbe à pressão de grupos ideológicos e se torna incapaz de resolver o problema.

Nos minutos finais, o primeiro episódio de “Entre Lobos” indica um possível caminho para começar a solucionar o problema da segurança pública nas grandes cidades, exaltando o exemplo de Nova York durante a prefeitura de Rudolph Giuliani nos anos 1990. A cidade norte-americana reduziu de forma expressiva o problema no setor da segurança pública investindo em uma política de tolerância zero contra a violência, baseado na “teoria das janelas quebradas”.

A estreia marcada para o dia 20 é exclusiva para assinantes da Brasil Paralelo. O primeiro episódio será liberado no YouTube em uma data ainda não definida.