Brasil tem 16 casos de hepatite aguda grave em crianças

Nesta terça-feira (10), o Brasil já registrava 16 casos suspeitos de hepatite aguda grave em crianças em seis estados de três regiões do Brasil: Sul, Sudeste e Nordeste, com uma morte já confirmada pelo Ministério da Saúde.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), na Europa, as crianças têm necessidade de transplante de fígado em um em cada dez casos, bem mais grave que nos vírus conhecidos de hepatite, em que a média é de um caso entre mil e 10 mil que pode evoluir para forma fulminante.

Fonte: Ministério da Saúde

Foram notificados casos em  cinco estados: Espírito Santo Pernambuco e Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Os primeiros casos de hepatite aguda em crianças foram registrados pelo Reino Unido e rapidamente se espalharam pela Europa, por Israel e nos Estados Unidos. Apesar de as crianças apresentarem sintomas  gastrointestinais, como aumento dos níveis de enzimas hepáticas, diarreia e dor abdominal, icterícia (pele e olhos amarelados), náuseas e vômitos, não há registro de pacientes com febre.

O agente causador das hepatites ainda não foi identificado, mas já há indícios dek transmissão entre as crianças, apesar de um caso em Pernambuco ter chamado a atenção pela distância de outros casos verificados anteriormente.

Documento da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido aponta para a possibilidade  de um adenovírus pode estar associado à transmissão: “De 163 casos registrados no Reino Unido. 126 foram testados para adenovírus, dos quais 91 dos casos testados positivaram [72%]. Mas por não ter sido constatado em todos os pacientes, o adenovírus ainda é visto ainda como uma hipótese.

O primeiro caso oficialmente comprovado na América Latina foi registrado no dia 5 de maio, na Argentina, segundo a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde). Segundo a Opas, os vírus comuns que causam hepatite viral aguda (dos tipos A, B, C, D e E) não foram detectados em nenhum dos casos confirmados da hepatite aguda grave em crianças.