Brasil gera 142 mil empregos em 2020 em plena pandemia

Infográfico do Jornal da Band destaca o saldo positivo de empregos: 142 mil Reprodução

Mesmo com impacto do fechamento da economia por governadores e prefeitos, Brasil registra saldo positivo de mais de 142 mil empregos 

Silvio Ferreira, com informações Reuters

Apesar do vírus chinês, o Brasil conseguiu reverter o fechamento de mais de 1,6 milhão de vagas formais de trabalho entre março a junho de 2020 – sob o impacto do fechamento da economia e das medidas de isolamento social decretados por governadores e prefeitos – e fechar o ano com um saldo positivo de 142.690 vagas de trabalho com carteira assinada.  Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Nesta quinta-feira (28), o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou: “Uma vez resolvidos os problemas das presidências da Câmara e do Senado, o governo deve avançar com as reformas e então de atacar saúde, emprego e renda, nossas prioridades para 2021.”

Medidas emergenciais

Com o programa de Benefício Emergencial (BEM), o governo federal garantiu que empresas suspendessem provisoriamente os contratos de trabalho ou reduzissem as jornadas e os salários dos empregadores, que receberam uma compensação parcial em pagamentos do governo. As demissões ficaram vetadas temporariamente para as empresas que aderissem.

No ano, foram fechados 20,1 milhões de acordos no BEM, contemplando cerca de 9,8 milhões de trabalhadores e 1,5 milhão de empresas, segundo o Ministério da Economia. A maior parte dos acordos foi pela suspensão dos contratos (8,7 milhões) e pela redução de 70% dos salários e jornadas (4,4 milhões).

Expectativas positivas em meio à crise

Questionado nesta quinta-feira se medidas semelhantes poderiam ser adotadas este ano diante da imposição de novas restrições para conter o coronavírus, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, negou o risco de o país sofrer uma “ressaca” com uma onda de demissões, argumentando que o governo está atento, que os maiores efeitos da crise sobre o mercado de trabalho já ficaram para trás e que o momento é de volta à normalidade.

Os dados do emprego com carteira assinada contrastam com os números do mercado de trabalho geral, incluindo os informais, que ainda apontam para um desemprego de 14,1%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também divulgados nesta quinta-feira.