Coalizão de Macron perde eleições legislativas francesas

A coligação “Juntos!” de centro-esquerda,  que apoiou a reeleição do presidente francês Emmanuel Macron, não conquistou a maioria das 577 cadeiras da Assembleia Nacional da França no segundo turno das eleições legislativas, realizado no domingo, dia 19. Com apenas 245 eleitos o grupo de Centro-Esquerda terá de buscar alianças com a Direita para governar.

Macron foi reeleito para seu segundo mandato na presidência em abril em meio a fortes protestos contrários à permanência do globalista no poder.

Na França, o voto não é obrigatório e houve um alto índice de abstenções no domingo (53,8%). É a primeira vez que um presidente recém-eleito não consegue maioria absoluta no Parlamento francês. A maior bancada foi conquistada pela coligação Nupes (Nova União Popular Ecológica e Social), de Extrema-Esquerda, liderada por Jean-Luc Mélenchon, do partido “França Insubmissa”, que conta ainda com os partidos Socialista, Ecologista e Comunista, que conquistaram 131 cadeiras.

Com 89 cadeiras, o terceiro partido mais votado foi o “Reagrupamento Nacional” liderado por Marine Le Pen (Alguém já ouviu falar de uma direitista pró-aborto? Esta é Marine Le Pen!). Este foi o melhor desempenho desde 1972, quando o partido foi criado pelo pai de Marine, Jean-Marie Le Pen. Nas eleições anteriores, o Reagrupamento Nacional havia conseguido eleger apenas sete deputados (A legenda é rotulada de “extrema-direita” pela Velha Imprensa esquerdista, que no Brasil, tenta estigmatizar como sendo de “extremista” tudo o que se posiciona à direita do esquerdismo fabiano do PSDB. É a velha estratégia da desinformação que o comunistas herdaram – e executam com excelência –  dos irmãos-siameses nacionais-socialistas de Adolf Hitler).

Os números atuais mostram que a França está dividida – como boa parte do planeta – com aumento da polarização entre partidos de direita e de esquerda.

Analistas acreditam que Macron terá que fazer alianças com os partidos Republicanos – de direita – e com os socialistas que se opuseram ao acordo para formar da coligação de Esquerda Nupes.