Contador de Lula é suspeito de lavar R$ 16 milhões para PCC em loterias

Lula Foto: Bruno Ulivieri/ AgNews

Três empresas de Lulinha, filho de Lula, têm o mesmo endereço do escritório do contador

João Muniz Leite — contador responsável pelas declarações de Imposto de Renda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre os anos de 2013 e 2016 — teve os bens bloqueados pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro, da Capital paulista, segundo informações do jornal O Estado de São Paulo. Muniz e a esposa são investigados pela Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) do Estado de São Paulo por indícios de lavagem de dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Sorte ou 55 ‘coincidências’ em 1 ano

Muniz e a esposa ganharam 55 vezes em loterias federais somente em 2021. Jogar grandes valores de origem ilícita com o objetivo de ganhar premiações de montantes frequentemente muito menores do que os gastos com as apostas, é apontado por especialistas como uma das principais formas de se “lavar” grandes quantias de dinheiro de origem criminosa. Uma artimanha para conferir, falsamente, a dinheiro sujo, uma origem ‘legal’.

Em um desses supostos esquemas do ex-contador de Lula, o valor obtido com um prêmio da Mega Sena, de R$ 16 milhões, teria sido dividido com o traficante de drogas Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta. Morto no ano passado, Cara Preta era considerado um dos principais fornecedores de drogas do PCC.

Mais três coincidências

O escritório do contador fica no mesmo endereço declarado de três empresas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula: a BR4 Participações, a G4 Entretenimento e a FFK Participações, segundo a Junta Comercial de São Paulo.

Segundo a reportagem do Estado de São Paulo, Muniz é o contador de confiança da família de Lula há mais de uma década, mas a investigação do Denarc não faria outra menção a Lula e a Lulinha, além da ‘coincidência’ de endereços.

Coincidências aqui, como lá

O  bloqueio dos bens do ex-contador de Lula por suspeita de lavagem de dinheiro para o narcotráfico ocorre meses depois da prisão na Espanha, em setembro de 2021, do ex-general do exército e chefe do serviço secreto venezuelano, Hugo Carvajal.

Ex-braço direito do já falecido Hugo Chávez, Carvajal é apontado há anos pelos Estados Unidos, como o maior traficante de cocaína da América do Sul para o território norte-americano.

Depois de preso, sob a ameaça de extradição para os Estados Unidos, onde seria facilmente condenado à prisão perpétua, Carvajal soltou um pouco do que sabe — garantindo saber muito mais –, antes de propor um acordo com a Justiça espanhola. A jornalista espanhola Cristina Segui publicou algumas das revelações do narcotraficante que declarou ter provas de que financiou campanhas de políticos de Esquerda da Europa e da América Latina, como Luís Inácio Lula da Silva, a argentina Cristina Kirchner e o cocaleiro boliviano Evo Morales; o paraguaio Fernando Lugo e o equatoriano Rafael Correa, todos eleitos presidentes de seus países.

Desde as declarações de Carvajal, a Justiça espanhola mantém em  suspense o pedido de  extradição feito pelos EUA.

Coincidência em cima de coincidência

Lula viajou à Espanha em novembro de 2021, dois meses após a prisão de Carvajal e das declarações do narcotraficante de que teria financiado Lula e outros “companheiros” esquerdistas da Europa e América Latina. “Lula lá”, encontrou-se com o primeiro-ministro espanhol, José Rodriguez Zapatero, a quem Hugo Carvajal também acusou de ser dono de uma mina de ouro na Venezuela.

Seria também apenas mais uma mera coincidência que Lula e o espanhol tivessem conversado sobre o  perigo que representaria a extradição de Carvajal para os EUA?

Todas essas coincidências sem fim, também coincidentemente, foram sumariamente ignoradas pela maioria da agonizante Velha Imprensa do Brasil.