Coronel afastado de comissão de ‘transparência’ não será substituído

O ministro da Defesa, General Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

A alta cúpula do Exército Brasileiro não substituirá o coronel Ricardo Santana na comissão de transparência do processo eleitoral brasileiro, que foi descredenciado da Comissão de Transparência Eleitoral do TSE pelo ex-advogado do PT, Edson Fachin. A decisão foi comunicada ao tribunal, por meio de nota oficial assinada pelo ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, nesta quarta-feira, dia 10 de agosto.

Na última segunda-feira, dia 8, o TSE enviou ao ministro da Defesa, um ofício assinado por Fachin e pelo vice-presidente do Tribunal, Alexandre de Moraes, pedindo o desligamento de Santana da comissão. No documento, os togados afirmam que a decisão foi tomada devido à “disseminação de informações [que eles afirmam serem] falsas, a fim de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro” e que o coronel do Exército se prestou a “fazer militância” contra as urnas eletrônicas.

“ – A posição de avaliador da conformidade de sistemas e equipamentos não deve ser ocupada por aqueles que negam prima facie o sistema eleitoral brasileiro e circulam desinformação a seu respeito”, afirmava o ofício do TSE.

A decisão do ministro/ativista político de Esquerda foi considerada “agressiva” pelas Forças Armadas, que decidiram cobrar do tribunal o mesmo rigor em cobrar imparcialidade dos demais integrantes da comissão, declaradamente esquerdistas, que publicam críticas a Bolsonaro ou defesas prévias das urnas que deveriam investigar.

“ – A corda foi esticada. Quem planta vento colhe tempestade”, declarou um general da ativa que fez parte das reuniões para decidir pela nota oficial.

A declaração foi feita ao jornalista José Maria Trindade, da Jovem Pan News, que apurou ainda que o Exército não apenas não sairá da comissão, como também não substituirá o coronel “expulso” por Fachin.

Para os militares, a decisão do TSE foi baseada em “apuração da imprensa” feita “de forma unilateral, sem qualquer pedido de esclarecimento ou consulta ao Ministério da Defesa ou ao Exército Brasileiro e por está razão, Santana não será substituído.”