Cuba já é aqui?

O Ministro da Defesa e ex-comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (Reprodução/TV Brasil)

Ministro da Defesa fala de Forças Armadas nas eleições, mas garante que ‘no final que quem decide é o TSE’

 

Fui só eu que me senti nas miseráveis Havana ou Caracas?

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, dia 6 de julho, o ministro da Defesa – e ex-comandante do Exército Brasileiro – Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, afirmou aos deputados federais que participavam da audiência:

“Nenhum sistema informatizado é totalmente inviolável. Sempre existirão riscos, e citei os bancos, que gastam milhões com sistemas de segurança”, argumentou.

“- Ok!” Eu pensei.

Acompanhado pelos  comandantes das três Armas: Almir Garnier Santos, da Marinha; Marco Antônio Freire Gomes, do Exército; e Carlos de Almeida Baptista Junior, da Aeronáutica, o ministro defendia a participação das Forças Armadas nas eleições de 2022.

” – OK!” Eu pensei.

Mas de repente, uma expressão popular usada pelo general deixou a Extrema-Esquerda em polvorosa:

“As Forças Armadas estavam ‘quietinhas no seu canto’ antes de serem convidadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para participarem dessa comissão de transparência das eleições”, disse o general.

Para mim, a afirmação soou como uma forma do ministro de ridicularizar a estratégia comunista-leninista dos parlamentares de tentar acusar às Forças Armadas de planejar o que a Esquerda planeja desde sempre: tomar o poder por meio de um golpe.

Mas a cena era muito mais dantesca. Parlamentares comunistas  “interrogando” a alta-cupula das Forças Armadas brasileiras e ainda tentando lhes impôr a pecha de “golpistas”.

Pense comigo:

Na meio da roda, o supra-sumo do generalato tupiniquim. Ao redor, cercando-os completamente, os ‘contras’ (que diziam não ser, como a parlamentar comunista que tentava convencer alguém de que todos os esquerdistas ali presentes, que interrogavam o ministro e os Comandantes, eram “Amigos! Amigos!” (Uma piada de mau gosto da minha parte sobre a cena surreal, é claro! Assista ao vídeo e entenda a bizarrice da cena).

Ao redor, um “combo” da Extrema-Esquerda brasileira. Um lodaçal formado por representantes do que é a maior parte da Câmara e do Senado brasileiros: parlamentares de matriz ideológica social-democrata-socialista-marxista-comunista e ainda as lentes enviesadas da Velha Imprensa Vermelha, a fiel escudeira.

A expressão usada pelo ministro ecoou pelas redações marxistas da Imprensa canhota de todo País (esse vergonhoso  mix moderno de milícia digital “soviet 4.0”, “coletivo lulopetralha” e  “adeliopsolista bolivariano”).

A narrativa ganharia destaque pelo resto do dia. Ao ponto de o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa – ex-herói nacional durante o julgamento do Mensalão, e hoje, mais um esquerdista assumido, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) desde 2018 – ressurgir das cinzas para satirizar a expressão nas redes sociais:

“As Forças Armadas devem ficar quietinhas em seu canto!”, escreveu Barbosa.

O ‘ex-herói nacional’, gora ‘vermelho’ assumido, Joaquim Barbosa (Filipe Sampaio/STF)

A arrogância da postagem de Barbosa nas redes sociais recebeu uma resposta à altura do líder evangélico Silas Malafaia:

O pior ainda estava por vir

Para mim, o pior momento da audiência da comissão, o momento mais deprimente daquela reunião surreal, não foi nenhuma das citadas acima. De causar depressão, foi a fala do general que veio a seguir:

“No momento [do convite] nós, as três forças, nos reunimos para definir a nossa participação […] com uma equipe técnica de integrantes das Forças”, mas “no final, a decisão será do Tribunal Superior Eleitoral”.

A mera hipótese de que as Forças Armadas possam simplesmente “assentir” em participar do processo eleitoral, cumprindo um papel meramente decorativo, apenas para conceder um verniz de aparência de legalidade ao processo eleitoral com as urnas eletrônicas, me fez me sentir em Havana.

Ativismo Político-Judicial

Enquanto isso era dito pelo ministro da Defesa, ladeado pelos três comandantes das Forças Armadas, a milhares de quilômetros dali, outro lamentável episódio da interminável novela de ativismo político-judicial de um tribunal superior brasileiro acontecia.

Segundo reportagem do jornal “O Estado de Minas”, em palestra em Washington, nos Estados Unidos, o presidente do TSE, Luiz Edson Fachin teria declarado:

“A coordenação do processo eleitoral cabe apenas ao TSE”.

O ex-advogado do Movimento dos Sem-Terra (MST) ainda teria dito:

“As Forças Armadas podem colaborar com o processo eleitoral, mas não intervir”.

E por fim, o ex-cabo eleitoral da ex-guerrilheira comunista Dilma Rousseff coroou a sua fala com a seguinte “pérola”:

“Por razões do campo da política, há quem queira transformar essa participação numa participação que, em vez de ser colaborativa, seja praticamente interventiva. Evidentemente, esse tipo de circunstância nós não só não aceitamos, como não aceitaremos”, disse o ministro.

O ex-advogado do MST é cabo eleitoral de Dilma, Edson Fachin.

Pensando bem, eu não me senti na miserável Havana, arruinada pelo comunismo.

Cuba já é aqui!