Defesa quer sistema de testagem de urnas que TSE rejeita

Especialistas afirmam que no método atual de testes de integridade, códigos maliciosos podem ‘avisar’ às máquinas que estão sob análise, levando-as a despistar fraudes.

 

O Ministério da Defesa vai insistir que o TSE adote um novo sistema de teste de integridade das urnas eletrônicas nas Eleições do dia 2 de outubro, afirma reportagem do jornal Gazeta do Povo deste sábado, dia 23 de julho.

Hoje, o teste consiste na retirada das urnas das seções eleitorais que são então levadas para os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para uma votação simulada em que os votos digitados na urna são registrados em cédulas e comparados com os resultados dos boletins de urnas.

Segundo a reportagem da Gazeta do Povo, o Ministério da Defesa quer que os testes sejam realizados nas próprias seções eleitorais e que as urnas contem com sistema biométrico de identificação.

Os especialistas em Guerra Cibernética das Forças Armadas suspeitam que as urnas podem ser infectadas com malwares (códigos maliciosos de programação) que detectem que as máquinas estão sendo auditadas e – durante a análise, nessa  situação excepcional – fazê-las operarem normalmente, despistando fraudes.

Especialistas em programação explicam essa suspeita. A simples mudança dos parâmetros de geocalização previstos originalmente para a votação, pode ‘alertar’ às urnas que seus sistemas estão sob auditoria e levá-las a  funcionar corretamente, mascarando o modo como podem estar programadas originalmente para adulterar os votos e assim, despistar esquemas fraudulentos.

Convidadas pelo então presidente do TSE, Luiz Roberto Barroso, para integrar a Comissão de Transparência Eleitoral, as Forças Armadas tiveram a quase totalidade das 86 sugestões de aperfeiçoamento das urnas eletrônicas feitas ao TSE completamente ignoradas pelo atual presidente do tribunal, Edson Fachin.

Desde então, o Ministério da Defesa tem cobrado a realização de uma reunião entre especialistas em Guerra Cibernética das Forças Armadas e técnicos do TSE, mas Fachin simplesmente ignorou as Forças Armadas desdenhou que “forças desarmadas cuidarão das eleições” e que “o assunto está encerrado.”

A manifestação das Forças Armadas deixa claro que não. O assunto não está encerrado.