Discurso da Otan prepara colisão com a Rússia 

OTAN - Cúpula de Madrid

Aliança passa a se referir ao avanço global da China comunista como ‘desafio’

 

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deu uma guinada estratégica em relação à Rússia nesta quarta-feira, dia 29 de junho, durante a Cúpula de Madri. Após mais de três meses da invasão à Ucrânia, comandada por Vladimir Putin, a OTAN oficializou a abertura do processo de adesão de dois países que fazem fronteira com a Rússia – Finlândia e Suécia – à Aliança Militar.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou que seu governo vai implantar um quartel-general e um batalhão de apoio de campo na Polônia, que contará com contingente militar permanente. Biden ainda afirmou que a Ucrânia precisa de US$5 bilhões por mês nesta guerra.

Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, declarou que a Rússia – descrita como um “parceiro estratégico” pela Otan em 2010 – passou a ser encarada como a “ameaça mais significativa e direta” à paz e segurança dos 30 países que integram a aliança. “A guerra de Putin contra a Ucrânia destruiu a paz na Europa e criou a maior crise de segurança desde a 2ª Guerra”, declarou Stoltenberg.

Analistas militares estimam que as medidas e manifestações anunciadas pelos integrantes do bloco, sejam um prelúdio de um conflito militar iminente.

Desafio Vermelho

Já a China, que durante a Cúpula anterior da OTAN, sequer havia sido citada, foi descrita durante a reunião em Madri como um “desafio” aos interesses dos integrantes da Aliança, por conta das “ambições declaradas” da ditadura comunista de assumir o lugar hegemônico dos Estados Unidos, como maior potência política e econômica global.