Ditaduras da América Latina dão ‘esperança’ ao continente, diz PT

No Twitter, o partido publicou uma imagem em que ressalta o domínio de esquerdistas na Nicarágua, na Venezuela e em Cuba

Edilson Salgueiro – Revista Oeste

As ditaduras e os governos de esquerda da América Latina fazem “renascer a esperança” do continente, segundo o Partido dos Trabalhadores (PT). Em 20 de junho, no Twitter, a sigla publicou uma imagem em que ressalta o domínio de líderes esquerdistas em países como Venezuela, Nicarágua e Cuba, Peru, Honduras e Chile, Argentina e Colômbia.

Nações como Uruguai e Costa Rica, por exemplo, que possuem sistemas democráticos e institucionalmente estáveis, não foram mencionados pelos PT como modelos a serem seguidos.

Na quarta-feira 5, o ministro Paulo de Tarso Sanseverino, do Tribunal Superior Eleitoral, censurou o jornal Gazeta do Povo. O juiz determinou que o Twitter e o Facebook removam 31 postagens que mostram o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ditador da Nicarágua, Daniel Ortega.

A censura judicial, de caráter liminar (provisório), atingiu também um tuíte do jornal, de 22 de setembro, que informava o fechamento do canal de notícias CNN Nicarágua pelo ditador esquerdista.

América vermelha

Em reportagem publicada na Edição 92 da Revista Oeste, Gabriel de Arruda Castro e Silvio Navarro alertam para o perigo da ascensão da esquerda na América Latina.

“ – O episódio mais recente do avanço das labaredas vermelhas pelo continente americano ocorreu no Chile”, diz o texto.

“ – Gabriel Boric, um deputado de 35 anos do Partido Comunista e líder estudantil, foi eleito presidente. Presidente da República, não do grêmio estudantil.”

Em um país com aproximadamente 20 milhões de habitantes, o eleitor chileno resolveu praticar skate na Cordilheira dos Andres. Há mais de duas décadas, o Chile se nega a integrar os acordos tarifários do Mercosul.

“ – É um país de tradição econômica liberal, a despeito dos devaneios de Michelle Bachelet”, explicam os repórteres de Oeste.

“ – Trata-se de uma nação que optou por negociações bilaterais, especialmente com os Estados Unidos. Além disso, detém o Porto de Antofagasta, com saída para o Oceano Pacífico.”