Doria reduz orçamento da Saúde em 3,2% e aumenta em 70% em publicidade

Garoto-propaganda da SinoVac, fabricante da. Coronava: 49% de eficácia.

Em meio a pandemia Doria corta recursos da Saúde e aumenta em 69% – de R$ 90 milhões para R$ 153,2 mi – orçamento de publicidade

A Lei Orçamentária Anual de 2021 para o Estado de São Paulo, elaborada pelo governo de João Doria (PSDB) e aprovada na última 5ª feira (17/12) pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) reservou R$153,2 milhões para gastos com publicidade institucional, 69% a mais que em 2020, que – já com valores corrigidos pela inflação – foi de R$ 90,7 milhões. Em 2021, será o maior em 5 anos. A LOA para 2021 ainda prevê que outros R$ 40,4 milhões sejam gastos com “publicidade de utilidade pública”.

Mas em plena pandemia, nada poderia ser de mais “utilidade pública” do que investimentos em saúde, certo? Parece que não, pelo menos para Doria. Os recursos na Saúde previstos para 2020 no estado de São Paulo foram reduzidos de R$24,5 bilhões em 2020, para R$ 23,7 bilhões em 2021, uma queda de 3,2%.

O artigo 73 da lei nº 13.165 do Código Eleitoral diz que o orçamento para publicidade no 1º semestre de um ano de eleições não pode ser superior a média dos primeiros semestres dos 3 anos anteriores. O aumento do montante de 2021 faz com que a média desses 3 anos também seja ampliada.

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação alegou que os investimentos em comunicação pública em 2020 foram os menores em 11 anos, mas teriam sido foram de “fundamental importância para que a população tivesse acesso a esclarecimentos necessários para o enfrentamento da pandemia do coronavírus”. O estado de São Paulo concentra 1/4 das mortes atribuídas ao vírus chinês.

O mesmo Doria que atua abertamente como intermediador de negócios da China na aquisição de empresas paulistas, insiste em adotar medidas sem fundamentação científica, como lockdowns – o fechamento da atividade econômica –, que geraram a falência de milhares de empresas no estado e o aumento galopante dos índices de desemprego. A medida radical já foi desaconselhada até pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que  contraditoriamente, Doria sempre citou como referência, enquanto foi oportuno.

Apesar da baixíssima popularidade devido a gestão desastrosa gestão da crise do covid-19 no estado que é o carro-chefe da Economia do País, Doria tem a pretensão de candidatar-se à presidência da República, ao término do mandato que termina em 2022. Mesmo com a credibilidade absolutamente questionável dos institutos de pesquisa no país, assim como previsões estatísticas que nunca se confirmam, a pretensão parece estar cada vez mais distante da realidade.