Elon Musk e Bolsonaro se encontraram em São Paulo

Bolsonaro e Elon Musk (Reprodução-Redes Sociais)

Evento contou com presença de empresários brasileiros

Em encontro com o bilionário Elon Musk, o presidente Jair Bolsonaro chamou o CEO da Tesla e da SpaceX de “mito da liberdade”.

“A compra do Twitter para nós aqui foi como um sopro de esperança. A liberdade é a semente do futuro”, disse o presidente durante o evento realizado no Hotel Fasano Boa Vista, em Porto Feliz, cidade a poucos quilômetros da capital paulista. A fala de Bolsonaro foi transmitida pelas redes sociais do presidente.

Participaram do evento, além dos ministros Augusto Heleno, Ciro Nogueira, Carlos França e Paulo Sérgio, empresários como Luciano Hang, dono da Havan; Carlos Sanchez, da EMS; Flávio Rocha, da Riachuelo; Rodrigo Abreu, presidente da Oi e Rubens Menin, do Banco Inter, Construtora MRV e CNN Brasil, (emissora de TV notoriamente posicionada contra o governo Bolsonaro).

Internet da Starlink

Durante sua estadia no Brasil, o bilionário anunciou parceria com o governo brasileiro para garantir que 19 mil escolas em áreas rurais na Amazônia passem  a contar com internet, por meio da rede de satélites Starlink, do bilionário. A tecnologia da empresa já foi homologada pela Anatel e até possui preço oficial por aqui, mas ainda não foi liberada em território nacional.

Segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o objetivo é “conectar 100% das escolas até o final do ano. Também foi pauta da reunião, o emprego dos satélites da empresa para  monitorar e combater desmatamentos, ajudando a preservar a floresta amazônica.” Além de supostos conversas sobre a Tesla, maior montadora de elétricos do mundo, também de Elon Musk.

O bilionário esteve constantemente nos noticiários nos últimos dias depois que iniciou negociações para a aquisição do Twitter por mais de US$ 40 bilhões. O acordo comercial  vive um impasse, já que o Musk tem questionado o percentual de perfis falsos na plataforma que, segundo os controladores da plataforma – até então dominada por esquerdistas – seria de 5%. Musk estima que o total de perfis falsos na plataforma represente 20% do total.

A partir do anúncio da aquisição do Twitter por Musk, a rede social – famosa pela censura escancarada de conservadores – registrou um salto no número de seguidores do presidente Jair Bolsonaro.