Ex-presidente russo fala em 3ª Guerra Mundial se OTAN invadir Criméia

Medvedev e Putin, em 2020 (Foto: Alexey Nikolsky - Sputnik/ Kremlin)

Ex-presidente russo diz que mobilização de mais de 300 mil militares da OTAN para fronteira com a Crimeia pode levar à 3a Guerra Mundial

O ex-presidente da Rússia, e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, fez uma ameaça grave nesta segunda-feira, dia 27 de junho: “Qualquer incursão na península da Crimeia por um Estado-membro da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) equivalerá a uma declaração de guerra à Rússia que levará à Terceira Guerra Mundial”.

Dmitry acrescentou que: “Se isso for feito por um Estado-membro da OTAN, significará um conflito com toda a OTAN. Será a Terceira Guerra Mundial! Uma catástrofe completa.”

“Para nós, a Crimeia é parte da Rússia para sempre. Qualquer tentativa de invadir a Crimeia é uma declaração de guerra contra nosso país”, disse Medvedev ao site de notícias “Argumenty i Fakty”.

Medvedev, também afirmou que se a Finlândia e a Suécia se juntarem à OTAN, a Rússia fortalecerá suas fronteiras e estará “pronta para medidas de retaliação”, o que – cogitam analistas militares – pode significar a instalação de mísseis hipersônicos “Iskander” na fronteira com os dois países.

A afirmação foi feita após o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenber, anunciar na segunda-feira, dia 27, que a aliança militar – alegando estar “reforçando às defesas – elevará para mais de 300 mil o número de militares em alerta máximo na região.

O contingente é mais de sete vezes superior aos 40 mil militares que atualmente compõem a força de reação rápida da aliança, a Força de Resposta da OTAN (NRF, na sigla em inglês).” A medida antecede o anúncio de uma nova postura da Aliança Militar, que pretende passar a descrever a Rússia como “uma ameaça direta” após quatro meses de guerra na Ucrânia.

Jens Stoltenber (Olivier Matthys / AP)

Kremlin acusa OTAN de se tornar-se um “bloco agressivo”

Nesta terça-feira, dia 28, o Kremlin classificou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) – aliança militar ocidental – como “bloco agressivo” que teria sido “criado para o confronto.”

Depois da invasão à Ucrânia

A invasão russa da Ucrânia em fevereiro provocou uma mudança geopolítica expressiva no Ocidente, levando países antes neutros, como Finlândia e Suécia, a se inscreverem para aderir à OTAN, e a Ucrânia a garantir o status de candidata formal a se juntar à União Europeia.

“A Rússia se afastou da parceria e do diálogo que a OTAN tentou estabelecer com seu governo por muitos anos”, afirmou o secretário-geral da organização em Bruxelas, antes de cúpula da OTAN que acontece entre 28 e 30 de junho, em Madri, na Espanha. “Eles [a Rússia] escolheram o confronto ao invés do diálogo. Lamentamos isso, mas é claro, precisamos responder a essa realidade”, disse Stoltenberg a jornalistas.

A cúpula da OTAN acontece em um momento crítico para a aliança, iniciado com ameaça do ex-presidente norte-americano, Donald Trump, de retirar Washington da aliança. A crise só se agravou após a retirada desastrosa de tropas da aliança do Afeganistão, em 2021. Principalmente pela “fuga” humilhante e caótica dos contingente dos EUA, ordenado pelo presidente norte-americano Joe Biden.

Com informações Defesa.net