O Globo sobre Braga Netto: ‘Sem auditoria, sem eleição’

O pré-candidato à vice-presidente da República, General Braga Netto - Fábio Rodrigues Pozzebom - ABr

Suposto ‘Alerta’ de Braga Netto foi publicado pelo jornal ‘O Globo’ e negado pelo general

O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-comandante do Exército Brasileiro, teria declarado durante palestra para 40 empresários da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) no último dia 24 de junho, que se não for feita a auditoria dos votos defendida pelo presidente Bolsonaro, “não tem eleição este ano”. A informação foi publicada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo nesta sexta-feira, dia 1º.

A frase teria sido dita durante apresentação de pleitos dos empresários do Rio para Braga Netto, que então ocupava o cargo de assessor especial da presidência da República.

Braga Netto se exonerou do cargo na sexta-feira, dia 1º de julho, para se disponibilizar para a pré-candidatura à vice-presidência, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição.

Durante a palestra, o general estava acompanhado do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, também general e pré-candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro pelo Partido Liberal.

Para defender ‘segurança das urnas’ Imprensa de Extrema-Esquerda abafa invasão ao sistema do TSE que durou 8 meses em 2018

À coluna do jornal – que faz notória oposição ao presidente Jair Bolsonaro – a assessoria de imprensa de Braga Netto teria declarado: “Não houve ameaças. A fala do general foi tirada de contexto e mal interpretada pelas fontes.”

A frase teria sido dita durante conversa com os empresários que faziam questionamentos sobre a vulnerabilidade do sistema eleitoral.

Inquérito da Polícia Federal ainda não concluído, comprovou que sistema eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral foi hackeado durante oito meses – antes, durante e depois – do processo eleitoral de 2018.

A invasão só foi revelada porque o próprio hacker revelou o epísódio em outubro do ano passado para o portal de tecnologia Tecmundo, que apurou a informação em parceria com o portal jurídico Jota.

Ao ser informado sobre a invasão, o Tribunal Superior Eleitoral, então presidido pela ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, solicitou tempos depois que a Polícia Federal instaurasse um inquérito para investigar a denúncia.

O inquérito chegou a ser discutido em uma audiência pública no Congresso pelo deputado Filipe Barros e depois foi apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro durante uma live transmitida pelo Programa Pingos Nos Is, da Jovem Pan News, no dia 4 de agosto de 2021, antes de ser colocado em sigilo pelo TSE.

O pesadelo da Imprensa de Extrema-Esquerda 

A colunista do jornal – de declarada oposição ao presidente Bolsonaro – fez menção ao maior pesadelo da Imprensa de Extrema-Esquerda no Brasil, ao citar entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo  na última quinta-feira, dia 30 de junho, em que o senador Flávio Bolsonaro se recusou a dizer se o pai aceitará ou não o resultado das urnas eletrônicas.

O senador ainda teria dito que “será impossível controlar a reação de apoiadores” diante de um resultado não-convincente das “invioláveis” urnas eletrônicas.

O jornal questionou ao senador o que pode acontecer caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não acate as sugestões das Forças Armadas em relação ao processo eleitoral. Ao que o senador teria respondido:

“Se as Forças Armadas apontam vulnerabilidades, e o TSE não supre, não resolve esses problemas, é natural que essas pessoas, talvez via comandante do Exército, via ministro da Defesa, tenham que em algum momento se posicionar”.

SI VIS PACEM PARABELLUM