Guerra Cibernética: Eleições são questão de Segurança Nacional

Ministro da Defesa na Comissão de Relações Exteriores (Reprodução YouTube)

Equipe de especialistas em Guerra Cibernética executará programa de fiscalização das eleições independentemente da [falta de] resposta do TSE 

 

As Forças Armadas terão um programa próprio de fiscalização paralela do Processo Eleitoral de 2022. Após a recusa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em responder a 88 questões sobre o processo eleitoral elaboradas a partir de vulnerabilidades identificadas por especialistas do Instituto Militar de Engenharia (IME), Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e Comando de Defesa Cibernética das Forças Armadas, a decisão foi tomada pelo ministro da Defesa e ex-comandante do Exército Brasileiro, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

Especialistas em Guerra Cibernética
Uma equipe de dez oficiais das Forças Armadas, especialistas na área de Guerra Cibernértica, chefiados pelo coronel do Exército, Marcelo Nogueira de Sousa, conduzirá um programa dividido em oito etapas de monitoramento de todas as fases do processo eleitoral: da lacração das urnas, passando pelos testes de autenticidade e integridade e pela verificação da totalização dos votos, na qual a contagem é comparada com os boletins de urna impressos.

“Estamos com plano de ação para cada uma dessas oito fases, para que, na hora da fase propriamente dita, por exemplo, na lacração do sistema, estejamos presentes para perguntar, verificar, questionar os procedimentos e propor alguma coisa”, disse o ministro da Defesa aos deputados que integram a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados na última quarta-feira, de 6 de julho.

TSE não responde questões sobre eleições de 2014 e 2018
Para fiscalizar e aumentar a segurança das eleições de 2022, as Forças Armadas cobram do TSE há meses – sem resposta – uma lista de informações técnicas de 12 pontos considerados “fundamentais” sobre as eleições de 2014 e 2018: boletins de urna, relatórios de equipamentos substituídos e de comparecimento e abstenção em cada seção eleitoral; detalhes sobre o programa que “sorteia” seções eleitorais em que urnas eletrônicas serão submetidas aos testes de integridade e autenticidade, do “sistema vota”, programa que coleta e apura os votos numa mesma seção eleitoral, mas principalmente, os protocolos do sistema que conta e totaliza os votos em todo o País.

‘Espaço cibernético sob ameaça’ – Questão de Segurança Nacional

Integrantes da Alta Cúpula Militar do País têm frisado todas as ações dos militares serão dentro do estrito cumprimento da missão constitucional das Forças Armadas de zelar pela Soberania e Segurança Nacional, mas vale lembrar que durante a visita do presidente Jair Bolsonaro à Rússia, o atual presidente do TSE, Edson Fachin, declarou ter informações de que o espaço cibernético do tribunal eleitoral estava sob a ataque estrangeiro vinda possivelmente da Rússia. Logo, mais do que nunca, urge a ação direta das Forças Armadas na defesa do fundamento da democracia brasileira: o processo eleitoral.

Estrito cumprimento do dever constitucional
Assim, o alto comando das três forças tem reiterado que atuarão estritamente dentro da legalidade e com base em resolução do TSE que, em dezembro do ano passado, legitimou as três Forças como “entidades fiscalizadoras” nas eleições de 2022.

Paralelamente, como previsto pela Constituição e legislação eleitoral brasileiras, o Partido Liberal, legenda do presidente Jair Bolsonaro, já anunciou que realizará uma auditoria privada do processo eleitoral.

“Não é possível auditar de forma satisfatória o processo entre a votação do eleitor e a contabilização do voto no boletim de urna.” – Relatório da Polícia Federal, de 2016

O que pode ser um esforço inóquo, já que relatório da Polícia Federal de 2016 afirmou categoricamente que “não é possível auditar de forma satisfatória o processo entre a votação do eleitor e a contabilização do voto no boletim de urna.”

Assim, ou as Forças Armadas defendem a soberania do voto popular ou ‘urnas com vontade própria’ instituirão no Brasil uma democracia nos moldes da China, da Coreia do Norte, e das republiquetas comunistas da América Latina, como Cuba, Venezuela e Nicarágua.

O Teatro da Comissão de Transparência das Eleições
O TSE criou, em setembro de 2021, a Comissão de Transparência das Eleições e convidou as Forças Armadas para participar do grupo, acreditando que as instituições de maior credibilidade junto à população brasileira aceitariam chancelar com sua credibilidade a um processo que efetivamente não pudessem devassar.

Dezenas de vulnerabilidades
Em uma breve análise do sistema eleitoral, os especialistas em Guerra Cibernética das Forças Armadas identificaram “dezenas de vulnerabilidades” no sistema eleitoral brasileiro de urnas eletrônicas que só tem paralelo em dois países de terceiro mundo, ainda mais atrasados do que o Bangladesh e Butão.

Desde então, percebendo o erro colossal que cometeram como ativistas políticos que são, um ex-advogado do terrorista e comunista italiano e homicida confesso, Césare Battisti, e um ex-advogado dos terroristas do Movimento dos Sem Terra (MST), têm levantado a gravíssima acusação de que as Forças Armadas estariam sendo “orientadas” a desacreditar o processo eleitoral. O ministro da Defesa, Paulo Sérgio de Oliveira classificou a declaração como “irresponsável”.

“A todos nós não interessa concluir o pleito sob a sombra da desconfiança dos eleitores”, afirmou o ministro da Defesa. “Não há sistema que não mereça aperfeiçoamento”, disse o general Paulo Sérgio.

Tiro no próprio pé, comunistas
O ministério da Defesa tem solicitado uma reunião entre militares do Comando de Defesa Cibernética e técnicos da Justiça Eleitoral, mas o ministro Edson Fachin chegou a declarar que ‘o assunto está encerrado’. Não, não está. O teatro da Comissão de Transparência das Eleições foi um tiro que saiu pela culatra. Uma vez convidadas, as Forças Armadas farão questão de dissecar o processo.

O Brasil patriota e anticomunista, agradece.