Guimarães quer provas de acusações de assédio

Ex-presidente da Caixa defende devassa nas próprias mensagens para comprovar inocência

 

Em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, nesta terça-feira, dia 5 de julho, o ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães, nega as acusações de assédio sexual, feitas por funcionárias do banco, que estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal. E ainda desafia “os agentes e as agentes da difamação” a apresentarem provas dos supostos crimes.

Por causa das acusações, Guimarães pediu demissão da presidência da CEF na última quarta-feira, dia 29 de junho.

“No direito criminal, até mesmo a versão de um delator não vale nada se não vier acompanhada de provas materiais que a convalidem”, declarou o ex-presidente da Caixa.

Guimarães afirma que ele e a família estão sofrendo um “massacre insano e inquisitorial” e que ele é o maior interessado no esclarecimento dos fatos:

“Por isso, eu quero sofrer a mais profunda devassa a que uma pessoa pode ser submetida. Sou eu o maior interessado em que tudo venha à tona”, escreveu.

No artigo, Guimarães comunicou que pedirá imagens de circuitos de câmeras da Caixa e de hotéis onde ficou hospedado em viagens a trabalho como provas de sua inocência.

“Irei solicitar e submeter todos os meus emails à perícia por especialistas independentes […] Suponhamos que não haja um registro sequer de irregularidade. Que assediador serial é esse que, durante quase quatro anos, não digitou nada, não recebeu mensagem alguma de suas vítimas, não mandou nem recebeu áudio de assédio algum?”, questiona.