IGP-M e IPCA confirmam acertos do Governo Federal na Economia

Principais índices confirmam sucesso de Guedes no combate à inflação

 

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) da Fundação Getulio Vargas (FGV) ficou em 0,21% em julho, bem abaixo do IGP-M de junho, que foi de 0,59%, e do que o de julho de 2021, que foi de 0,78%. O indicador – usado no reajuste dos contratos de aluguéis no país – foi menor que a registrada em junho (0,59%) e menor que a registrada em julho de 2021 (0,78%). O índice acumula taxa de 8,39% no ano, e de 10,08% em 12 meses.

A queda da taxa de junho em julho foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-M: o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, que registrou deflação (queda de preços) de 0,28% em julho ante uma inflação de 0,71% no mês anterior; a inflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que avalia o atacado, que caiu de 0,30% em junho para 0,21% em julho; e a taxa do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que recuou de 2,81% para 1,16% no período.

Na segunda-feira, o IPCA-15 desacelerou com força em julho registrando a menor variação em 2 anos para o mês de julho, graças a Lei do Teto do ICMS de autoria do governo federal, que resultou na redução do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis, energia elétrica, gás de cozinha e transportes públicos, que passaram a ser considerados serviços essenciais.

A leitura mensal da prévia da inflação oficial, divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a mais baixa desde junho de 2020 (+0,02%), acumulando 11,39% nos últimos 12 meses.

As quedas dos grupos Transportes e Habitação, respectivamente de 1,08% e 0,78%. Os dois grupos contribuíram com -0,36% no índice do mês. Os preços da gasolina registraram recuo de 5,01%, enquanto os de etanol caíram 8,16%, de acordo com os dados do IBGE. Já a energia elétrica residencial teve queda de 4,61%.

O Banco Central estima que o IPCA deve encerrar o ano em 8,8% e cair ainda mais em 2023, ficando em 4,0%. Já a previsão do mercado, divulgada também pelo Boletim Focus do BC, é de que o IPCA feche 2022 em 7,30% e em 5,30% em 2023.