Juíza responde por critica à ‘fé cega’ em acusações de estupro

Juíza é inquirida por ousar citar realidade de casos de falsa denunciação de crimes

 

A juíza Ludmila Lins Grilo, do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJ-MG), será julgada no dia 22 de junho em um processo disciplinar da corregedoria do tribunal, por criticar a fé cega da Justiça em alegações de estupro, lesão corporal e outros crimes contra mulheres, em referência ao grave fenômeno das falsas denunciações do crime que, por vezes, são utilizadas por mulheres em vinganças pessoais contra ex-companheiros.

“Mandar prender um sujeito por estupro, lesão corporal, qualquer crime na forma da lei Maria da Penha com base apenas na palavra da vítima é uma das coisas mais irresponsáveis que um juiz pode fazer no exercício de suas atribuições”, escreveu Ludmila, no Twitter, em fevereiro de 2020.” Cópia do tweet foi encaminhada por uma conselheira do TJ-MG para o Conselho Nacional de Justiça.

“A gravidade disso demonstra o atual estado de coisas no sistema de Justiça no Brasil e claro, extrapola o meu campo particular de interesse”, escreveu Ludmila, na última quinta-feira, dia 2 de junho, na rede social. “Acho que o público deveria saber.”

Patrulha ideológica

Não é primeira vez que Ludmila se torna alvo de processos por seus posicionamentos em assuntos em que a Esquerda tomou de assalto todo o meio acadêmico com a narrativa de um falso consenso científico. Em fevereiro de 2021, o TJ-MG autorizou investigação contra a magistrada por críticas às restrições estabelecidas por prefeitos e governadores durante a pandemia de covid-19. Em janeiro do mesmo ano, ela sugeriu aos seguidores como não submeterem-se à tirania anticientífica da obrigatoriedade do uso de máscaras em shoppings centers.

“Passo a passo para andar sem máscara no shopping de forma legítima, sem ser admoestado e ainda posar de bondoso: 1- compre um sorvete. 2- pendure a máscara no pescoço ou na orelha, para afetar elevação moral. 3- caminhe naturalmente”, escreveu.

Por conta dessa publicação, a juíza foi processada por “desrespeito a medidas sanitárias”. O caso ainda é analisado pelo TJ-MG.