Manifesto pró-Bolsonaro ultrapassa 570 mil assinaturas

O Presidente da República, Jair Bolsonaro Foto: André Coelho | Agência EFE

Documento “em defesa do Brasil e das liberdades do povo” superou manifesto da Esquerda em menos de 48 horas.

O manifesto elaborado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) “em defesa do Brasil e das liberdades do povo” ultrapassou 570 mil assinaturas na tarde deste sábado, dia 30 de julho. Publicado na plataforma change.org, o abaixo-assinado defende que não há democracia sem respeito às liberdades individuais, e denuncia uma “ditadura de pensamento único” no país.

“– Sem liberdade não há democracia, sem justiça não há liberdade, sem honra não há respeito, sem dever não há ordem e progresso, sem piedade não há amor e humildade, e sem esperança iremos sucumbir”, diz o manifesto.

No texto, os signatários afirmam ser “um povo pacífico que ama sua nação”, e rejeitam a pecha de “incentivadores de atos antidemocráticos e divulgadores de fake news”.

“– Somos um povo pacífico que ama sua nação, que defende a democracia e as liberdades. Não podemos renunciar às liberdades que Deus nos deu. Nosso dever é lutar pelo que já conquistamos, por aquilo que cremos, por nossa fé, pelo direito de ir e vir, pelo direito de livre expressão”, pontuam os autores da carta subscrita por mais de 570 mil pessoas.

O abaixo-assinado a favor do presidente foi criado nesta quinta-feira, dia 28 de julho, um dia após ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), empresários, banqueiros e artistas assinarem a Carta Pela Democracia, escrita por ex-docentes do curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP) em defesa do sistema eleitoral brasileiro e das urnas eletrônicas.

Com quase 550 mil assinaturas, o documento lançado un dia antes alega que o Brasil “está passando por um momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições”, sem citar em momento algum que a maior ameaça à democracia brasileira vem de tribunais superiores totalmente aparelhados por partidos comunistas e que se tornaram os principais partidos de oposição no Brasil.

A Carta gerou insatisfação por parte do presidente Bolsonaro, que negou, na quarta-feira, dia 27 de junho que o Brasil viva um momento de risco para a democracia.

“– Vivemos em um país democrático, defendemos a democracia. Não precisamos de nenhuma cartinha para falar que defendemos a democracia, e que queremos, cada vez mais, nós, cumprir e respeitar a Constituição. Não precisamos, então, de apoio ou sinalização de quem quer que seja para mostrar que o nosso caminho é a democracia, é a liberdade, é o respeito à Constituição”, declarou o Presidente da República.