Marcelo Ramos é destituído da vice-presidência da Câmara

Deputado federal está fora da vice-presidência da Casa

Opositor declarado do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM) havia sido eleito para a vice-presidência da Câmara em fevereiro de 2021, quando integrava o PL (Partido Liberal).

Indignado com a filiação do presidente ao PL,  Ramos deixou o partido para ingressar no PSD no fim do ano passado.

O Regimento Interno da Câmara dos Deputados estabelece expressamente que os cargos da Mesa Diretora da Casa pertencem ao partido e não ao parlamentar. Mesmo assim, Ramos recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), para fomentar a já crônica ingerência de integrantes do STF/TSE no Congresso.

Recorrer aos dois tribunais à cada nova derrota no Legislativo, fomentando o já escandaloso ativismo judicial dos tribunais é modus operandi conhecido das legendas de Esquerda, em especial da Rede Sustentabilidade, de Marina Silva e Randolfe Rodrigues, que assim como Ramos fazem uma  oposição histérica ao governo Bolsonaro.

A estratégia de apelar para a já crônica ingerência do STF/TSE no Legislativo inicialmente deu certo, mais uma vez, e Ramos obteve liminar do ministro Alexandre de Moraes. Mas como a intervenção do Judiciário violou frontalmente o regimento interno da Câmara, que estabelece expressamente que é prerrogativa dos partidos indicar os integrantes da Mesa Diretora, a vitória de Ramos não durou muito.

Talvez “sensibilizado” pelo momento em que tem sido alvo de pedidos de investigação por Abuso de Autoridade, protocolados pelo presidente da República, Alexandre de Mora  ves recuou da decisão e derrubou a liminar que havia concedido para manter Ramos no cargo.

Esta tese parece ganhar força pelo fato de o próprio deputado, ter publicado em rede social que deixou o cargo por pressão do presidente Jair Bolsonaro.

Com a decisão, será realizada uma nova eleição na Câmara para a escolha de um novo vice. A eleição está marcada para acontecer nesta quarta-feira (25).