Ministro da Economia da Argentina renuncia com inflação em 60%

Martin Guzmán (Foto: Clarín

Guzmán deixa o cargo em meio às consequências catastróficas de medidas econômicas populistas do governo esquerdista de Alberto Fernández

 

O ministro da Economia do presidente esquerdista Alberto Fernández, Martín Guzmán, renunciou ao cargo no sábado, dia 2 de junho.

A Argentina registrou inflação de 60,7% em maio, na comparação com o mesmo período de 2021, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec) da Argentina.

“– Com a profunda convicção e confiança em minha visão do caminho que a Argentina deve seguir, continuarei trabalhando e agindo por uma pátria mais justa, livre e soberana”, escreveu Guzmán em uma postagem nas redes sociais.

Guzmán foi um dos responsáveis pela catastrófica política econômica heterodoxa – tradicionalmente adotada por governos de Esquerda – que incluiu medidas que fracassaram no Brasil nas décadas de 1980 e 1990, antes do plano Real, como congelamentos de preços e até a proibição temporária de exportação de carnes – setor em que a Argentina é um expoente – que acabaram por fazer disparar os preços, gerar desabastecimento generalizado e inflação galopante.

Alberto Fernández e Martín Guzmán (Foto: Juan Ignacio Roncoroni / EFE)

Guzmán ainda liderou o acordo de reestruturação da dívida da Argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os credores.