Moraes cria ‘Polícia Secreta’ com comandantes das PMs de 3 estados

Togado não apenas rejeitou à denúncia, como ainda determinou que presidente seja investigado

Alegando “combate à violência política” e temor de “eventuais desvios no comportamento das tropas” dos contingentes das PMs – cada vez mais alinhadas à defesa das liberdades individuais e pelo respeito da Constituição – Moraes tenta criar o próprio contingente militar, nos moldes da Stasi comunista alemã

 

Mais uma vez agindo sem nenhuma previsão constitucional ou infraconstitucional e não satisfeito com a longa lista de inconstitucionalidades e abusos de autoridade que alonga dia sim, dia também, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, anunciou nesta quinta-feira, dia 1° de setembro, a criação de sua própria polícia secreta, nos moldes da “Stasi” (polícia de segurança estatal da Alemanha Oriental Comunista).

Segundo o portal O Antagonista, integram o grupo criado por Moraes três representantes do TSE (Marco Antonio Martin Vargas, Eduardo  Tagliaferro e Roberto Allegretti) e do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais da PM (os tenentes-coronéis Waldicharbel Gomes Moreira, do Distrito Federal; Lázaro Tavares de Melo da Silva, de Minas Gerais, e José Luís Santos Silva, da Bahia). O portal comenta sobre a atuação dessa polícia secreta:

“- O escopo de atribuições será amplíssimo. Não causará surpresa se todas as atas das reuniões do grupo forem mantidas em sigilo e que o Ministério Público Eleitoral permaneça excluído da iniciativa, marcas dos inquéritos políticos relatados pelo ministro no Supremo.”

Pela Constituição Federal, comandantes das polícias militares estaduais estão sob a autoridade dos governadores, Chefes dos Executivos das unidades da Federação e em última instância – como Forças Auxiliares do Exército, Marinha e Aeronáutica -,  sob a autoridade do Chefe Supremo das Forças Armadas, o Presidente da República.

Em nota, o togado afirma que criou o grupo – que vai funcionar como serviço secreto será um “núcleo de inteligência para instrumentalizar o enfrentamento à violência política no processo eleitoral de 2022”.

A criação dessa espécie de milícia para o principal responsável pela transformação dos tribunais superiores em tribunais de exceção, ocorreu durante reunião realizada no dia 24 de agosto, entre o TSE e o Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares (CNCG). Para tentar explicar o absurdo, o togado alega “haver a necessidade de ações permanentes de inteligência com a finalidade de identificar ameaças à normalidade do pleito”.

O avanço autoritário de Moraes assombra porque o Brasil já possui a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), mas principalmente porque a criação de uma verdadeira “stasi comunista” ao comando do togado, ocorre logo depois de Moraes aparentemente ter ultrapassado todos os limites de suas ações ditatoriais.

Moraes ordenou uma operação – sem a anuência da Procuradoria Geral da União – contra oito grandes empresários, sem foro privilegiado e sem fundamento ou base legal para o bloqueio de contas bancárias, suspensão de contas em redes sociais e quebra de sigilos bancários e telemáticos, com base unicamente em uma notícia sensacionalista de um panfleto eletrônico esquerdista e no ativismo político-judicial do coordenador da campanha de Lula da Silva (PT), senador Randolfe Rodrigues (Rede).

Com a ação inconstitucional, ilegal, arbitrária e abusiva, que já foi repudiada até mesmo por tradicionais órgãos da Velha Imprensa Vermelha do País, Moraes já parecia ter ultrapassado todos os limites, mas ele não parece estar disposto a parar.

Segundo reportagem da Revista Oeste, durante a reunião, o togado teria manifestado temor de “eventuais desvios no comportamento das tropas, que nos últimos três anos, estariam apresentando um envolvimento cada vez maior com questões políticas suposto.”

Golpe, togado?

Em 2020, durante o auge dos abusos autoritários de governadores de Esquerda durante a pandemia,  implementando medidas de lockdowns, não previstas nem mesmo em decretos de Estado de Sítio presidenciais, vários governadores foram informados que se as PMs tivessem que escolher entre o autoritarismo de governadores de Esquerda e a defesa das liberdades e o respeito à Constituição –  bandeiras do Chefe do Executivo -, os policiais militares, do menor ao maior cargo na hierarquia militar, ficariam ao lado do Presidente da República. Agora, a iniciativa de Moraes de atrair comandantes das polícias estaduais para a sua esfera de influência levanta a suspeita de que o que esteja acontecendo exatamente o contrário.

“Acuse-os do que você faz. Chame-os do que você é!” – Vladimir Lenin