Moraes dá 48 horas para Bolsonaro se manifestar sobre “discurso de ódio”

Bolsonaro sobre a nova provocação de Moraes: "Vamos ver aonde vai chegar isso aí!" (Reprodução YouTube)

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, criticou, nesta sexta-feira, dia 15 de julho, a mais recente provocação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O integrante do STF deu 48 horas para que o Presidente se manifeste sobre representação protocolada na sexta-feira, dia 13, pelos partidos comunistas PC do B, Psol e PSB; PV e Rede, que o acusam de uma ficção jurídica inventada pela Esquerda, que não existe no ordenamento jurídico brasileiro: “discurso de ódio”.

A representação tenta, falaciosamente, atribuir a uma coletânea de frases do  presidente ao longo de três anos e meio de governo – tiradas do contexto – nexo de causalidade para a morte do militante petista Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu, no Paraná, em uma troca de tiros com o policial penitenciário Jorge da Rocha Guaranho.

Arruda morreu depois de atirar pedras contra o rosto do policial penitenciário federal que conduzia um veículo em que estava acompanhado pela mulher com o bebê de colo do casal, que também foram atingidos pelas pedras. Guaranho deixou local para voltar minutos depois para tomar satisfações com o petista. Arruda sacou então uma arma e em resposta Guaranho também. Na troca de tiros que se seguiu, Guaranho foi atingido por três tiros e o petista morreu.

Na ocasião, ainda sem conhecer os detalhes do incidente, Bolsonaro condenou à violência e recomendou que “quem adota a violência deve ir para o outro lado [a Esquerda], que a utiliza habitualmente.”

Durante a live, o Presidente da República eleito com – oficialmente – ao menos 58 milhões de votos comentou tanto a ação, quanto o prazo estabelecido por Moraes – que não teve voto nenhum além da indicação do ex-presidente Michel Temer – para que se manifeste sobre a verdadeira chantagem das facções comunistas.

“Quem faz acusações são os partidos de esquerda, que apoiam ditaduras pelo mundo todo. Agora, quem trabalhará para responder a isso aqui?” […] “Há uma coletânea de frases, e terei de me explicar. Minha assessoria explicará.”

“O cidadão está com cara de bravo, hein? Vamos ver aonde vai chegar isso aí!” (Reprodução YouTube)

“Covardia”: Diz presidente sobre decisão de ministro

“Isso é uma covardia”, declarou o Presidente, que alertou que esse tipo de afronta gera conflito entre os Poderes da República. Ao final da live, Bolsonaro ainda ironizou Moraes: “O cidadão está com cara de bravo, hein? Vamos ver aonde vai chegar isso aí!”

O Presidente da República estendeu a ironia às redes sociais depois da live, com um tweet que ridicularizou as manchetes tendenciosas da Velha Imprensa, que tentam atribuir a Moraes um poder sobre o Presidente da República que ele não tem. O exemplo de manchete dizia: “ALexandre de Moraes dá 48h para Bolsonaro se manifestar sobre discurso de ódio”. Ao que Bolsonaro ironizou: “- Manifesto que sou contra.”

 

 


A chantagem comunista

As legendas comunistas querem que Bolsonaro condene publicamente a morte do militante comunista, Marcelo Arruda, tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu (PR), que atirou pedras contra o rosto do policial penitenciário federal, Jorge Guaranho quando ele manobrava o automóvel da família com a esposa e o filho de colo ao lado.

Dois pesos e duas medidas comunistas
Guaranho deixou o local para voltar depois para tomar satisfações com o comunista. Ao ver Guaranho chegar, Arruda que além de tesoureiro do PT era guarda municipal em Foz do Iguaçu, sacou uma arma. As imagens mostram Guaranho então sacando a arma também e gritar para Arruda para que largue a arma.

Segundos depois, na troca de tiros que se seguiu, o policial penitenciário federal foi baleado três vezes por Arruda e agora está em estado grave. Já o petista morreu. Enquanto Guaranho, baleado, continuava no chão, os petistas presentes à festa de Arruda chutaram e pisaram a cabeça do policial penitenciário federal, que estava desmaiado depois de ser baleado três vezes.

Polícia Civil descartou hipótese de crime político
Em coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, a delegada Camila Cecconello, responsável pelo caso, descartou que o crime tenha sido cometido por motivação política, apesar de a discussão ter sido iniciada pela oposição política entre os dois. Jorge Guaranho, que trocou tiros com Arruda, foi indiciado por homicídio qualificado (por motivo torpe e por causar perigo comum).

Apesar de a hipótese de crime político ter sido descartada pela Polícia Civil do Paraná, a representação dos partidos de Extrema-Esquerda tenta capitalizar politicamente o episódio, sapateando em cima do caixão do petista morto enquanto tenta inventar um nexo causal que ligue o caso a Bolsonaro. Em uma verdadeira ação criminosa de difamação. E que agora ganha contornos de extorsão, já que os partidos comunistas pedem que o STF fixe uma multa de R$1 milhão, caso ocorram novas manifestações que a Esquerda queira classificar como “discurso de ódio”.