Moraes divulga uma semana depois despacho que violou direitos fundamentais de empresários

Documento admite que única base para mais um abuso de poder da ditadura de toga foi notícia sensacionalista de panfleto eletrônico esquerdista

 

O integrante do STF, Alexandre de Moraes, divulgou nesta segunda-feira, dia 29 de agosto – uma semana depois – o despacho que revelou que a única base da Polícia Federal para pedir ao togado que determinasse um operação contra oito grandes empresários brasileiros, foi a reportagem sensacionalista do panfleto eletrônico esquerdista Metrópoles. A operação da Polícia Federal (PF) realizou buscas e apreensões de celulares, bloqueou redes sociais e contas bancárias de oito grandes empresários brasileiros que apoiam o presidente Bolsonaro.

No documento de 32 páginas, Moraes alega que “existem fortes indícios e significativas provas”- sem apresentar nenhuma – “que apontariam para a existência de uma organização criminosa idênticos aos investigados no inquérito das milícias digitais”, ficção jurídica  tocada pelo togado via inquérito ilegal aberto de ofício, já que não existe previsão constitucional ou legal no ordenamento jurídico brasileiro, com um tipo penal sobre “formação de milícias digitais.”

No despacho, Moraes alega que “em face das circunstâncias apontadas é imprescindível a realização de diligências, inclusive com o afastamento de garantias, que não podem ser usadas como escudo para a prática de atividades ilícitas.”

No despacho, o togado admite que prints de conversas privadas de WhatsApp – que a própria  jurisprudência do STF classifica como prova ilegal – publicadas pelo blogueiro Guilherme Amado, do portal esquerdista Metrópoles, foram os únicos elementos alegados pela PF, que o levará. a determinar a operação.

Os empresários que tiveram os seus direitos constitucionais mais básicos violados pela ação autoritária do togado, são: Afrânio Barreira Filho, da rede de restaurantes Coco Bambu, Ivan Wrobel, da W3 Engenharia e José Isaac Peres, da Multiplan; Luciano Hang, das lojas Havan, José Koury, do shopping Barra World e Luiz André Tissot, do Sierra; Marco Aurélio Raymundo, da Mormaii e Meyer Joseph Nigri, da Tecnisa.

Na conversa, um dos empresários fez um desabafo, afirmando o que milhões de brasileiros pensam, mas têm receio de declarar, apesar de a liberdade de expressão ser uma cláusula pétrea da Constituição Brasileira, enquanto a censura é oficialmente proibida pela mesma Carta.

” – Prefiro um golpe do que o PT de volta!”, declarou um dos empresários.

Uma pesquisa honesta, em larga escala no país, apenas confirmaria que milhões de brasileiros preferem uma intervenção militar a um provável golpe comunista – por meio de fraude nas urnas nas eleições presidenciais em outubro deste ano – que leve a organização criminosa petralha de volta ao poder.

Independentemente disso, o desabafo do empresário foi o subterfúgio usado por um segmento da Polícia Federal – muito próximo a Moraes -, para subsidiar a operação arbitrária que atropelou à Procuradoria Geral da República, mesmo sem nenhuma investigação prévia da PF.

Moraes tentou justificar o abuso de poder alegando  que os empresários  têm “grande capacidade socioeconômica do grupo investigado, a revelar o potencial de financiamento de atividades digitais ilícitas e incitação à prática de atos antidemocráticos”, outra ficção jurídica tocada por Alexandre de Moraes, ex-filiado ao PSDB (sigla de Partido Social Democrata). “Social-Democrata” é um dos mais antigos eufemismos – ou disfarces  – de comunistas”.