Moraes rejeita investigação sobre escândalo do ‘Radiolão’ e determina ação contra Bolsonaro

Togado não apenas rejeitou à denúncia, como ainda determinou que presidente seja investigado

Relatório de auditoria com 5 mil páginas foi desqualificado pelo togado que ainda determinou que caso seja incluído no inquérito inconstitucional das milícias digitais


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, negou no início da noite desta quarta-feira, dia 26 de outubro, o pedido da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) para investigar denúncia de suspeita de fraudes contra a campanha de reeleição do Presidente da República, em que mais de 154 mil inserções de 30 segundos da campanha eleitoral de Bolsonaro, segundo auditoria contratada pelo Partido Liberal (PL) deixaram de ser veiculadas por emissoras de rádio, especialmente na região Nordeste do País.

Vítima investigada

Além de rejeitar o pedido de investigação, Moraes ainda determinou que o Ministério Público investigue “possível cometimento de crime eleitoral com a finalidade de tumultuar o segundo turno do pleito”, além de enviar para o corregedor-geral eleitoral, ministro Benedito Gonçalves (STJ/TSE), para investigar “eventual desvio de finalidade no uso do Fundo Partidário” na contratação da empresa Audiency, de auditoria/checagem e ainda determinou que a denúncia seja incluída no inquérito inconstitucional das mílicias digitais, criado por ele, no Supremo Tribunal Federal (STF).