Número de consumidores inadimplentes em MS cresce 9,6% em 1 ano

Consumidores negativados no estado devem R$4,2 milhões

 

Dados do Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, em maio de 2021 existiam pouco mais de 865 mil consumidores inadimplementes em MS, número que saltou para 948 mil em maio de 2022 em Mato Grosso do Sul, um aumento de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Na Capital, o número de inadimplentes estaria atualmente no patamar de 60%, segundo Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A principal dívida dos campo-grandenses seria com cartão de crédito (71,3%), seguida por carnês (23,7%), financiamento imobiliário (13,2%) e veicular (9,1%).

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor comparou estatísticas da inadimplência no estado nos últimos quatro anos, período durante o qual foi registrado um crescimento de 19,7%.

Em 2019, eram R$ 3,2 milhões em dívidas negativadas, agora, são R$ 4,2 milhões.

O levantamento não especifica se foi considerado o valor atualizado das dívidas do público inadimplente.

No setor empresarial, o levantamento apontou que 77.834 empresas estavam inadimplentes em MS, com valor médio de dívidas de R$ 15.322,56.

Contexto Internacional

O levantamento considerou os impactos que o contexto internacional teve sobre a economia brasileira e regional, com as consequências do pós-pandemia, que quebrou cadeias produtivas e fez disparar a inflação no mundo todo em setores básicos como alimentação, combustíveis e energia. A guerra entre Rússia e Ucrânia gerou alta da cotação do dólar, do barril de petróleo e de insumos como fertilizantes, primordiais para setores como o agronegócio, que estão na base econômica de estados como Mato Grosso do Sul.

Cenário Nacional

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população ocupada no país chegou a 97,5 milhões no mês de maio, o maior número da série histórica iniciada em 2012. No mesmo mês, o percentual da população desempregada ficou 9,8%, o menor registrado no período no País desde 2015 para o período. Mas enquanto a economia se recupera, 10,6 milhões de pessoas desempregadas ainda têm sérias dificuldades para manter as dívidas em dia.