OTAN avalia que guerra pode durar anos

População de Luhansk sofre há meses com invasão russa. ( Foto: Sefa Karacan - Agência Anadolu)

Líderes europeus parecem mais interessados em enfraquecer Rússia do que em acabar com sofrimento do povo ucraniano

 

 

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, visitou capital da Ucrânia, Kiev, na sexta-feira, dia 17, com a proposta de oferecer treinamento das forças ucranianas. No dia seguinte, Johnson declarou para a Imprensa britânica que é importante que o Reino Unido dê “apoio de longo prazo”, “garantindo que a Ucrânia receba armas, equipamentos, munição e treinamento mais rapidamente do que o invasor” para evitar a “saturação da Ucrânia”. Estima-se que mais de 7 milhões de ucranianos já tenham deixado o país, “saturados” após a invasão russa.

O discurso de Johnson está afinado com a declaração dada pelo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, de que a guerra na Ucrânia pode durar anos.

“Precisamos nos preparar para o fato de que pode levar anos. Não podemos desistir de apoiar a Ucrânia”, disse Stoltenberg. “Mesmo se os custos forem altos, não apenas em apoio militar, mas também na alta dos preços de energia e alimentos” [para a Europa e o resto do mundo].

Stoltenberg cobrou apoio militar dos integrantes da OTAN, defendendo que  fornecer armamentos de última geração às tropas ucranianas aumenta as chances de liberar região de Donbas, no leste leste do país onde as forças russas concentram os ataques, visando ao controle da cidade industrial de Sievierodonetsk, em  Luhansk, província de Donbas, que já sofria há anos com as ações de separatistas apoiados pela Rússia.

Ataque russo a fábrica de produtos químicos Azot, na cidade de Sievierodonetsk, em Luhansk, no dia 18 de junho de 2022. (Reuters)

 

Enquanto isso, o governador de Luhansk, Serhiy Gaidai, declarou à uma TV ucraniana que os combates na região tornaram a retirada de pessoas da cidade impossível.”

Com agências internacionais