Petista foi assassinado depois de jogar pedras contra suposto bolsonarista

Delegada Iane Cardoso - Reprodução/YouTube

Depois de pedradas do petista, policial penitenciário voltou ao local. Na troca de tiros que se sucedeu, petista morreu e policial foi baleado.

 

Marcelo Aloizio de Arruda, guarda civil filiado ao PT, foi morto durante troca de tiros na própria festa de aniversário de 50 anos, na madrugada deste domingo, dia 10 de julho, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O autor do disparo que matou o petista também foi baleado.

Em coletiva de Imprensa na tarde deste domingo, a delegada Iane Cardoso, responsável pelo caso, revelou que minutos antes da troca de tiros que resultou na morte do petista, Arruda discutiu com o policial penal federal, Jorge Jose da Rocha Guaranho, na porta do local em que a festa de aniversário foi organizada.

Desde o começo da coletiva, a delegada insistiu em repetir que o policial penitenciário federal seria “apoiador do presidente Bolsonaro”, mas atenuou o fato de que as imagens mostram o petista atirando pedras contra o rosto do policial que estava dentro de um automóvel.

Guerra Civil em gestação?

Segundo a delegada, todos os indícios são de que a briga que antecedeu o incidente foi causada pela oposição política entre eles. A festa de aniversário tinha como tema, o ex-presidiário condenado em três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro, Luís Inácio Lula da Silva. O aniversariante havia organizado a festa de aniversário, com faixas e banners alusivos ao ex-presidiário ‘descondenado’.

O tema da festa teria indignado o policial penitenciário federal, que faria parte da associação que onde a festa estava sendo realizada. Ao passar de carro em frente ao local, o policial penitenciário federal e petista teriam se ofendido mutuamente.

A delegada relatou que as imagens obtidas pela investigação, mostram o contexto das agressões. O petista atira pedras contra o rosto do policial penitenciário federal que estava em seu automóvel. O policial chegou a sacar uma arma, mas deixou o local, para voltar minutos depois, já com a festa em andamento, invadir o local e trocar tiros com o petista.

Nas imagens é possível ver que, na confusão que se seguiu, o policial foi derrubado e chutado na cabeça por três homens.

Na entrevista, a delegada informou que o autor do crime foi preso em flagrante e foi submetido a exames [de corpo de delito] para identificar se os homens que o chutaram – que já foram identificados – também devem ser  indiciados (na hipótese, por crimes como lesão corporal grave dolosa ou até tentativa de homicídio).

Segundo a delegada, a esposa do petista morto  deve prestar depoimento nesta segunda-feira.

Cardoso também declarou que as demais testemunhas do incidente “não puderam ser ouvidas por estarem sob efeito de bebidas alcoólicas”.

Nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro lamentou o episódio. E reiterou posições tomadas desde 2018: