PM morto por traficantes do Complexo do Alemão deixa dois filhos do espectro autista

 

Cabo PM Bruno de Paula, morto na UPP em que trabalhava, teria sido assassinado em represália de narcoterroristas por operação conjunta das polícias do RJ no Complexo do Alemão. De Paula deixa dois filhos do espectro autista.

 

Nesta quinta-feira, dia 21 de julho, narcoterroristas com armas de guerra como metralhadoras antiaéreas .50 atingiram um dos quatro helicópteros empregados na operação conjunta das polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro, iniciada na madrugada desta quinta-feira, dia 21 de julho, no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

A operação visou a desestabilização do ‘estado paralelo’ que aterroriza à população na região, com tráfico de drogas, roubos de veículos e a guerrilha urbana entre narcotraficantes de facções diferentes que lutam pelo controle de território do tráfico nas comunidades próximas ao Complexo do Alemão.

Dez carros blindados e
400 policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foram mobilizados na ação.

A PM do Rio confirmou 17 mortes, entre elas, a do Cabo PM Bruno de Paula Costa, que trabalhava na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade de Nova Brasília, quando começou a operação. O PM teria sido atacado pelos narcoterroristas em retaliação após o início da operação conjunta das polícias militar e civil do Rio de Janeiro.

O Presidente Jair Bolsonaro iniciou sua live semanal nesta quinta-feira, lamentando a morte do policial militar.

“ – Fato lamentável no Rio de Janeiro. O Cabo Bruno de Paula Costa tinha 38 anos, deixa uma viúva e dois filhos portadores do espectro autista. Quando vi me emocionei, porque meu colega paraquedista, deve ter feito o curso enquanto serviu em alguma brigada paraquedista”.

Presidente se emocionou ao falar do PM morto (Reprodução | Rede Social)

O  presidente se  solidarizou com à família do PM morto no cumprimento do dever:

“- Que Deus acolha o de Paula na sua infinita bondade”, desejou.

A manifestação do Presidente foi seguida pela  crítica à decisão do integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin – posteriormente confirmada pela maioria dos integrantes do tribunal – que impôs diversos entraves para a realização de operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro. Bolsonaro comparou o absurdo da situação a enredos de filmes em que criminosos ficam impunes quando conseguem cruzar a fronteira de outro país.

“A dificuldade de combater esses marginais é como nos filmes de cowboy do passado, onde tinha um crime nos Estados Unidos, o bandido fugia pro México e a patrulha americana não podia entrar”, indignou-se.