Polícia Civil do Paraná descarta motivação política para morte de petista 

Momento em que Arruda joga pedras contra rosto de Garanho (Reprodução Câmeras de Segurança)

A Polícia Civil do Paraná concluiu que a morte de Marcelo Arruda, de 50 anos, guarda municipal e tesoureiro do PT, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, na noite do último sábado, dia 9 de julho, de autoria do policial penitenciário federal, Jorge José da Rocha Guaranho, não teve motivação política.

Minutos antes da troca de tiros que resultou na morte do petista e em três ferimentos à bala de Guaranho, o policial penitenciário federal teria levado a esposa e um bebê de colo até o local da festa de aniversário de 50 anos de Arruda, que tinha como tema, o ex-presidiário condenado em três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro, Luís Inácio Lula da Silva.

No local, Guaranho e Arruda iniciaram ofensas mútuas. Quando Guaranho manobrava o carro para deixar o local, Arruda arremessou pedras contra a janela aberta do veículo, que teriam atingido o rosto do policial penitenciário federal, a esposa e o bebê de colo do casal.

Guaranho deixou o local levando a esposa e o bebê, mas voltou minutos depois para tomar satisfações com o petista. As imagens da área externa do prédio em que era realizada a festa revelam que Guaranho desceu do carro e ao perceber que o guarda municipal estava armado, saca a própria arma, grita e faz sinais para que o guarda municipal petista solte a arma. Segundos depois começa o tiroteio. Antes de morrer, Arruda baleou Guaranho três vezes. O policial penitenciário federal está internado em estado grave e teve a prisão preventiva decretada.

A conclusão do inquérito conduzido pela delegada Camila Cecconello descarta a narrativa da Velha Imprensa esquerdalha brasileira que tenta dar ao caso a pecha de crime político, concluindo, com base nos depoimentos, que “Guaranho retornou ao local por ter se sentido humilhado”.

“A escalada da discussão entre os dois fez com que o autor voltasse e praticasse o homicídio. Parece mais uma coisa que se tornou pessoal”, afirmou a delegada em coletiva de imprensa.