Presidente da Itália dissolve Parlamento e convoca novas eleições

Paolo Giandotti/Palácio Presidencial Italiano

Presidente da Itália, Sergio Mattarella, anunciou nesta quinta-feira, dia 21 de julho, a dissolução do parlamento e a realização de novas eleições em 70 dias.

 

Anúncio foi feito depois da renúncia do primeiro-ministro Mario Draghi, que perdeu o apoio de partidos da base governista. Draghi já havia tentado abandonar o cargo no dia 14 de julho, quando um dos partidos da coalizão da situação, o Movimento 5 Estrelas, recusou-se a apoiá-lo em uma votação para aprovar medidas de combate à alta dos preços no país, mas foi convencido pelo presidente a permanecer no cargo.

A renúncia acabou acontecendo nesta quinta-feira, quando o primeiro-ministro perdeu o apoio de mais dois partidos, o Força Itália, do ex-premiê Silvio Berlusconi, e a Liga, comandada por Matteo Salvini.

“O período pelo qual estamos passando não permite nenhuma pausa na ação [do governo] necessária para combater a crise econômica e social e a inflação crescente”, afirmou o presidente Matarella, em um breve discurso no Palácio Quirinale, em Roma.

Ex-presidente do Banco Central Europeu (2011-2019), Mario Draghi era primeiro-ministro desde 2021. Profissional do setor econômico e financeiro, ele nunca havia ocupado um cargo eletivo antes e não tinha ligação com partidos. Foi escolhido para a função por uma decisão pessoal do presidente Mattarella, que viu nele uma figura de perfil técnico capaz de resgatar a economia do país fortemente abalada pela pandemia da covid-19.

A renúncia ocorre em um momento de forte intabilidade política na Itália, causada pela crise econômica detonada pelos severos lockdowns do país durante a pandemia de covid-19.

Além de buscar a implementação de medidas para conter a alta de preços, o governo tentava assegurar bilhões de euros em verbas da União Europeia, combater uma seca severa e reduzir a dependência ao gás russo

Desde o término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), cada governante italiano permanece, em média, 14 meses à frente do país.

Com agências internacionais