Produtora simula assassinato de Bolsonaro, mas nega estímulo a novo atentado

O 'Ódio do Bem' -'legitimitado' - pelos comunistas (Reprodução)

Globo nega autoria da produção, mas tem participação societária no filme

A equipe do filme “A Fúria” que produziu um vídeo que simula o assassinato do Presidente Jair Bolsonaro em um atentado terrorista, com uma flechada no pescoço, que viralizou nas redes sociais no último sábado, dia 16, tentou isentar-se da repercussão negativa junto à opinião pública, que recebeu o vídeo como uma apologia ao terrorismo e como a promoção criminosa de um novo atentado comunista contra à vida do presidente brasileiro.

A equipe de Ruy Guerra tentou justificar a cena em que um ator-sósia do presidente – com uma faixa presidencial – é assassinado com a flechada no pescoço durante um passeio de moto.

À Imprensa, a equipe do filme tentou negar ter estimulado um novo ato terrorista de Extrema-Esquerda contra a vida de Bolsonaro, alegando que “a cena foi retirada do contexto da história que será contada.”

A produtora informou  que o longa-metragem será lançado somente em 2023. “Não há, portanto, qualquer relação com o processo eleitoral”, afirma a produção do filme.

A nota ainda tenta classificar como criminosa “a divulgação de uma cena retirada do contexto da história que será contada.”

Globo nega autoria, mas tem participação societária no filme

O Grupo Globo emitiu nota negando ser a autora do vídeo ou ter ligação com a gravação das imagens.

“– A Globo desmente que pertençam a produções suas (seja para canal aberto, canais fechados próprios ou Globoplay) vídeo e fotos que estão circulando nas redes sociais de gravação de obra ficcional mostrando um atentado ao presidente da República. A Globo não tem nenhuma série, novela ou programa com esse conteúdo”.

“Não fui eu!”

Na pressa em tentar  isentar-se da responsabilidade pela produção do vídeo, a Globo caiu em contradição, ao admitir ter participação acionária na produção, por ser proprietária do Canal Brasil, TV por assinatura para a qual o filme está sendo produzido.

A Globo alega porém, que o canal não teria conhecimento das imagens e que a emissora não interfere nos conteúdos de cineastas como Ruy Guerra.

“- Embora tenha participação acionária no Canal Brasil, a Globo não interfere na gestão e nos conteúdos”, declarou a emissora.

Investigação aberta
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, anunciou, ainda no sábado, a abertura de um inquérito para investigar os produtores do vídeo. O ministro classificou as cenas como “chocantes” e se comprometeu a providenciar a execução de todas as medidas judiciais cabíveis.