‘Se precisar, iremos à guerra’, diz Bolsonaro

Presidente declarou que quer, ao seu lado,
eleitores conscientes de que ‘classe de ladrões’ age para ‘roubar a liberdade’ dos brasileiros

 

“Se precisar, iremos à guerra”, declarou o Presidente da República, Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira, dia 3 de junho, em Umuarama, no Paraná. Bolsonaro alertou ainda que “a população precisa estar consciente do risco de perder a liberdade nas próximas eleições, caso ele seja derrotado.”

“Eu peço que vocês: ‘Cada vez mais, se interessem por esse assunto.’ Mas eu quero ao meu lado um povo consciente do que está fazendo e por quem está lutando”, acrescentou.

O presidente alertou ainda que no Brasil, “não há mais os ladrões de dinheiro do passado. Surgiu uma nova classe de ladrão, que são aqueles que querem roubar a nossa liberdade”.

Bolsonaro citou novamente, como exemplo, a decisão de conceder a Graça constitucional ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), que havia sido condenado a oito anos e nove meses de prisão em regime fechado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por ter publicado um vídeo em que ofendia alguns integrantes da Corte e defendia a destituição destes.

“Nós defendemos, além da liberdade de expressão, o direito de ir e vir de cada um de vocês. Não pude admitir a prisão de um parlamentar por ter falado algo que eu não gostaria de ouvir. Ou nós temos liberdade de expressão, ou não temos.”

O presidente da República ainda frisou que “na Praça dos Três Poderes” — onde estão localizados o Palácio do Planalto, o  Congresso Nacional e o STF — “há aqueles que não querem entender que a liberdade não tem preço”.

“Poucos naquela praça dos Três Poderes podem muito, mas nenhum deles pode tudo. Nossa liberdade não tem preço e parece que alguns não querem entender. A liberdade é mais importante do que a própria vida, porque um homem ou uma mulher sem liberdade, não tem vida”, defendeu.

“Todos nós temos um compromisso pelo Brasil”, disse Bolsonaro, alertando ainda que “não podemos olhar para o Brasil daqui a alguns anos e lamentar pela decisão nas urnas em 2022”.

“Nós somos uma grande nação, mas nãos se esqueçam, cada um de nós é responsável ou escravo das suas decisões. Não podemos tomar decisões com o coração ou com a  emoção. Elas devem vir com a razão. Não queremos o Brasil trilhando o caminho da Venezuela, da nossa querida Argentina e do nosso querido Chile. Acompanhe o que acontece com estes países, como eles chegaram a uma situação bastante difícil hoje em dia e quão difícil será retornar à situação que se encontravam há poucos anos”, apontou.

Bolsonaro ainda ressaltou a diferença de seu governo (sem citar a pública e notória corrupção pela qual seu virtual adversário nas eleições de 2022, o ex-presidente e ex-presidiário Luís Inácio Lula da Silva, condenado e  “descondenado” por um malabarismo jurídico escandaloso do STF): “Estamos há 3 anos e meio sem corrupção. Sempre digo: ‘Se aparecer corrupção em nosso governo — que pode acontecer –, nós ajudaremos a esclarecer os fatos’, mas corrupção orgânica, nunca mais”, completou.