Nova Ferroeste é destaque socioambiental em site britânico

Economia sustentável

Ligação ferroviária Paraná-Mato Grosso do Sul é destaque da página Sustainable Markets Initiative (Iniciativa de Mercados Sustentáveis), do Reino Unido, pelo potencial socioambiental do projeto de ligação ferroviária entre os estados do Mato Grosso do Sul e Paraná, pelo potencial redução de emissão de gases do efeito estufa e de promoção do crescimento econômico das regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil. O projeto que dá destaque para Mercados Sustentáveis foi criada por Charles Philip Arthur George, o príncipe Charles, herdeiro da Coroa britânica e apresentada no Fórum Econômico Mundial de Davos em 2020 e pretende apresentar ao mercado privado soluções sustentáveis para a transição para um futuro mais saudável.

Segundo o texto publicado no portal, o Banco Mundial avalia que o projeto da Nova Ferroeste “surge como uma solução sustentável”, como meio mais inteligente e eficiente para transportar cargas e escoar a produção do Centro-Oeste do Brasil – que apesar de ser um dos maiores produtores de commodities do mundo (o Brasil assumiu em 2021, a liderança mundial em receitas com exportação de grãos) ainda carece de infraestrutura para escoamento da produção – o que sobrecarrega o modal rodoviário, com caminhões movidos a diesel.

A publicação ainda relata que o projeto permitirá que o total de exportações de grãos por meio do Porto de Paranaguá salte das atuais 45 milhões de toneladas/ano para 100 milhões em 2030. A publicação ainda afimra que o projeto reduzirá substancialmente o número de acidentes e custos de transporte. Um trem com 100 vagões substitui 357 caminhões, ambos com capacidade aproximada de 100 toneladas de carregamento. O traçado da Nova Ferroeste parte de Maracaju (MS) e o Porto de Paranaguá, com ramais até Foz do Iguaçu e Chapecó (SC), e o Porto de Paranaguá (PR).

“O projeto tem capacidade de gerar mais ou menos US$ 700 milhões de dólares em ‘greenbonds’ (créditos para o acesso dos estados envolvidos no projeto (MS e PR) e do país a financiamentos internacionais” e “busca de investidores internacionais interessados, além da questão do transporte, no custo logístico e no retorno do capital”, explicou o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck.

“Iniciamos na semana passada por Dourados, as audiências públicas da Nova Ferroeste e agora daremos continuidade no Estado do Paraná as audiências para que a gente consiga em pouco tempo a licença prévia [ambiental]. Com isso nós poderemos ir para o leilão na B3, que é a nossa expectativa”, concluiu.

Com informações Semagro e Agência de Notícias do Paraná