‘Sugestões das Forças Armadas precisam ser debatidas [pelo do TSE]’, diz ministro da Defesa

General Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa. (Reprodução Youtube)

‘Forças Armadas não se sentem devidamente prestigiadas’, afirma nota do general Paulo Sérgio Nogueira

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, enviou nesta sexta-feira, dia 10 de junho, um ofício ao ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que afirma que “sugestões propostas pelas Forças Armadas precisam ser debatidas pelos técnicos” [do TSE]. E ainda que “as Forças Armadas não se sentem devidamente prestigiadas” ao terem rejeitadas as sugestões feitas à Corte com o intuito de garantir alguma transparência ao processo eleitoral feito por urnas eletrônicas inauditáveis, como afirmou categoricamente relatório da Polícia Federal apresentado ao final da “Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas” promovido pelo TSE, em 2016:

“Não é possível auditar de forma satisfatória o processo entre a votação do eleitor e a contabilização do voto no boletim de urna.”

O convite para que as Forças Armadas participassem do processo eleitoral foi feito pelo então presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso. O TSE divulgou um documento em resposta às questões das Forças Armadas que afirmou que “algumas das sugestões apresentadas continuarão sob análise do corpo técnico deste Tribunal. Caso se observe que podem trazer melhorias técnicas, normativas ou logísticas ao sistema eleitoral, podem vir a compor a regulamentação dos pleitos vindouros”.

No ofício enviado ao tribunal, o ministro da Defesa é taxativo: “O que se busca com as propostas das Forças Armadas é aperfeiçoar a segurança e a transparência do processo eleitoral, mitigando ao máximo as possibilidades de ataques cibernéticos, falhas e fraudes, que podem comprometer as eleições”. O ministro da Defesa conclui o ofício afirmando: “A todos nós não interessa concluir o pleito eleitoral sob a sombra da desconfiança dos eleitores. Eleições transparentes são questões de soberania nacional e de respeito aos eleitores”.