‘Todo aborto é um crime’ – Parte 3

OMS defendeu aborto como serviço essencial durante a pandemia. Reprodução Redes Sociais Dep.Federal Chris Tonietto

Da série sem fim: “Fake News de Griffe” ou “As mentiras que a Velha Imprensa conta”

Em defesa do Aborto, jornalismo brasileiro defende até primazia da OMS contra soberania brasileira

Eis o tipo de sintoma nefasto, de aberração analítica produzida por mentalidades (de)formadas pela ideologização “internacional socialista” implantada na mente de gerações nas últimas três décadas. Iniciada no ensino fundamental e coroada com a lavagem cerebral marxista imposta pelo ambiente acadêmico.

Uma reportagem do jornaLixo canhoto brasileiro distorceu uma citação da juíza Joana Ribeiro Zimmer, que buscava evitar que a família da menina de 11 anos grávida de um menino de 13, em Santa Catarina, levasse à criança a ser submetida ao assassinato do filho ainda no ventre.

Em gravações vazadas pelos sites Intercept Brasil e Portal Catarinas, a juíza faz referência à Organização Mundial da Saúde (OMS): “Lembro que vigora no Brasil o Marco Legal da Primeira Infância, que deixa clara a proteção do bebê desde a gestação, daí o fortalecimento legal da interpretação da autorização do Código Penal pela literalidade da palavra ‘aborto’ lá contida, como conceito que, segundo a entidade, é considerado apenas até 22 semanas ou 500g do bebê”.

Reportagens da Velha Imprensa chegaram ao cúmulo de destacar que a OMS – citada pela magistrada – “não menciona limites de duração da gestação, nas suas novas diretrizes sobre o aborto, divulgadas em março.”

Ora, sugestões, indicações, orientações, resoluções e “novas diretrizes” da OMS não têm autoridade ou validade legal nenhuma no Brasil, que é um país soberano.

Eventualmente, tais propostas podem ser acolhidas, mas tão somente quando referendadas por tratados internacionais assinados pelo governo brasileiro, e ainda assim, somente após ratificação do Congresso Nacional.

Uma das reportagens chega ao cúmulo de destacar que “a gravidez pode ser interrompida com segurança, independentemente da idade gestacional”, e afirma ainda que negar um aborto por causa do tempo da gestação “pode resultar na continuação indesejada da gravidez”, algo que seria “incompatível com requisito no direito internacional dos direitos humanos”.

A Velha Imprensa canhota veiculou a informação de que a gravidez foi descoberta na 22ª semana. A juíza Joana Ribeiro Zimmer decidiu então pela permanência da gestante em um abrigo com o objetivo de mantê-la afastada do suposto autor do estupro enquanto as investigações avançavam.

O que se seguiu depois é estarrecedor: a Imprensa nacional apressou-se em criar a narrativa de que a medida teria sido uma espécie de “cárcere privado”, que teria sido adotada exclusivamente com o propósito de impedir que a mãe da menina a levasse a fazer o aborto.

Para a Imprensa esquerdalha do país hastear uma bandeira em prol do aborto, vale até defender a permanência da suposta vítima de estupro na companhia de seu suposto estuprador.