Togados aumentam os próprios salários de R$39 para para R$ 46 mil

O post é antigo, mas a vergonha é atualizada com sucesso todo dia (Reprodução Twitter)


Aumento obsceno dos vencimentos dos ministros do STF deve receber ‘carimbo’ do Senado, se o povo aceitar essa escárnio passivamente mais uma vez.


Nesta quarta-feira, dia 10 de agosto, os onze togados do Supremo Tribunal Federal (STF) elevaram, por unanimidade, os próprios rendimentos de R$ 39.200 para R$ 46.300. O aumento provocará um efeito-cascata dos vencimentos de desembargadores e juízes e de todos os servidores do Poder Judiciário, a partir de abril de 2023 e ainda de todo o funcionalismo público federal, nos demais Poderes, já que os vencimentos de ministros do STF são o teto constitucional. O aumento – sobre o qual os togados ‘advogaram’ em causa própria – será enviado agora ao Congresso Nacional para ser analisado por deputados e senadores, que devem avalizar esse absurdo, se a sociedade se conformar. 

Escárnio com o povo brasileiro

Diante de tantos impostos federais zerados e do esforço pela aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduziu o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis, energia elétrica, transporte público e gás de cozinha – que passaram a ser reconhecidos como essenciais apesar da forte oposição de praticamente todos os governadores do País, como aliás, enfrentaram todas as medidas emergenciais adotados pelo governo federal em prol da recuperação da Economia – o aumento dos vencimentos dos togados soa como um verdadeiro escárnio, uma afronta contra o povo brasileiro.

Governo Federal aperta o cinto enquanto Judiciário aumenta os próprios salários

O governo federal zerou impostos federais, cortou gastos, custos e investimentos para enfrentar a pandemia, a alta mundial dos combustíveis com a guerra na Ucrânia e a alta da inflação, causada pela política do “fique em casa que a economia a gente vê depois” dos lockdowns acéfalos de autoria de governadores e prefeitos, com o aval do STF. 

O projeto de socorro do governo Bolsonaro durante a pandemia, destinou pelo menos R$ 60 bilhões aos Estados, condicionando a ajuda à suspensão de reajustes salariais para funcionários públicos, que em sua quase totalidade, continuaram recebendo pontualmente durante toda a pandemia, sem trabalhar, ou trabalhando de forma remota, no chamado home office. Mas desde janeiro, com a gradual volta à normalidade e ao trabalho, funcionários públicos federais começaram a pressionar por recomposição salarial de 19,99%, relativa à inflação acumulada desde o início do atual governo.

No primeiro semestre de 2022, o governo federal gastou R$ 157,5 bilhões com o pagamento de pessoal e encargos sociais, uma reduziu em 12,2% em comparação como ano anterior, já descontada a inflação. Mas enquanto o governo apertou o cinto; o trabalhador assalariado da iniciativa privada não teve reajuste, e o desempregado se sujeitou a ganhar menos do que antes da pandemia para conseguir voltar ao mercado de trabalho, servidores públicos que gozam de estabilidade e dinheiro na conta pontualmente, tendo trabalhado ou não, cobram reajustes. 

Entidades do Judiciário queriam o dobro do aumento aprovado

E não é qualquer reajuste. Entidades representativas do Judiciário, como a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e o Ministério Público da União; o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário e o Ministério Público no Distrito Federal, chegaram a reivindicar mais do que o dobro do aumento aprovado pelo STF, já que o servidores do Judiciário alegam terem sofrido perdas inflacionárias de 37,36%. Mas a área técnica do Supremo se embasou em estudos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho de Justiça Federal (CJF), que sugeriram reajustes escalonados de 9% em 2023 e de 9% em 2024.

Partido de oposição comunista

A maioria dos togados que integram o tribunal objeto deste artigo, abandonaram há muito o papel de integrantes de uma Corte Constitucional para adotarem abertamente um ativismo político-judicial que envergonha e revolta o Brasil. A Constituição Federal, que lamentavelmente, já traz em si o defeito congênito de ser uma antessala do inferno socialista-comunista, é rasgada diariamente. E como já se tornou proverbial – seria interessante que o presidente Jair Bolsonaro devolvesse a cópia da Constituição Federal que recebeu da nova presidente do STF, Rosa Weber por ocasião da posse presidencial, já que o exemplar aparentemente era a última cópia que deve ter sido vista naquele tribunal desde janeiro de 2019.

A maioria dos integrantes do tribunal assumiu a atividade político-partidária sem nenhum pudor, ainda que atos dessa natureza sejam tipificados pela Legislação brasileira como crime de responsabilidade e motivo de cassação dos togados. Com o atual protagonismo politico, o tribunal rasgou a fantasia, assumindo o papel de principal partido de oposição de um governo legitimamente eleito. Mesmo que os togados não contêm com um único voto, além das indicações de ex-governantes comunistas notoriamente corruptos. E o mais triste: até os dois ministros indicados por Bolsonaro, votaram a favor de um aumento que é um verdadeiro escárnio com o povo brasileiro.

Impeachment de Pacheco
Assim, já que o plenário do Senado não vence a determinação do presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco, de proteger os integrantes da Corte, engavetando mais de 40 pedidos de impeachment de togados, os senadores deveriam ter a coragem de defender o impeachment de Pacheco, por prevaricação.

Eu sinto vergonha
Mas sabe o que mais me entristece, além de toda essa canalhice? O que é mais assombroso e vergonhoso para quem, como eu, abraçou a profissão de jornalista, depois de ter sido imunizado contra o socialismo-marxismo-comunismo pela literatura de George Orwell? Assistir, a Corte que deveria defender a Constituição Brasileira assumir o caráter de tribunal de exceção, típico de regimes ditatoriais de Esquerda, contando com o silêncio cúmplice da quase totalidade de uma Imprensa mercenária e/ou prostituta de comunistas.

Eu sinto vergonha do STF. Mas ainda mais do Jornalismo brasileiro.