TRE manda Moro apagar vídeos e faz busca e apreensão contra ex-juiz

Moro traiu Bolsonaro e seus eleitores, mas nem o bolsonarista mais indignado com o ex-ministro pode comemorar operação ditatorial de busca e apreensão na casa do ex-juiz encomendada pelo PT

 

Justiça também determinou que Moro apagasse todos vídeos de seu canal do YouTube, inclusive os que contém críticas a Lula (PT) | Foto: Saulo Rolim/Podemos

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) cumpriu neste sábado, dia 3 de setembro, mandados de busca e apreensão na casa do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil-PR). A Justiça Eleitoral buscava materiais de campanhas irregulares na casa do candidato ao Senado.

A decisão acatou o argumento dos advogados do PT, que informaram que diversos materiais impressos pela campanha de Moro violam a legislação eleitoral. “Moro tem publicado propaganda irregular diante da desconformidade entre o tamanho da fonte do nome do candidato a senador relativamente a dos suplentes”, disse à Justiça o advogado Luiz Eduardo Peccinin.

Em nota, a assessoria do ex-juiz da Lava-Jato confirmou a operação na casa do ex-juiz. Segundo a defesa, nada foi apreendido no local.

” – A busca e apreensão se refere tão somente à, supostamente, os nomes dos suplentes não terem o tamanho de 30% do nome do titular”, comunicou. “Contudo, isso não corresponde com a verdade. Os nomes correspondem às regras exigidas, sendo assim, a equipe jurídica vai pedir a reconsideração da decisão.”

Censura petralha

A Justiça também determinou que Sergio Moro apagasse todos vídeos de seu canal do YouTube, inclusive os que contém críticas a Lula (PT). O TRE-PR informou que o processo corre em segredo de Justiça.

” – Não há ainda nos autos informação sobre o cumprimento do mandado de busca e apreensão. Estamos acompanhando o andamento e no aguardo de mais informações”, respondeu.

” – PT mostrou a democracia que pretende instaurar no país”, declarou Moro sobre busca.

Além de Moro, a Justiça Eleitoral também cumpriu, hoje, outro mandado de busca e apreensão na casa de Paulo Eduardo Martins (PL-PR), candidato do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Senado pelo Paraná.

” – A pedido da federação do PT, a Justiça Eleitoral apreendeu parte do meu material de campanha”, escreveu Martins nas redes sociais.

“A justificativa é que os nomes dos suplentes não estavam no tamanho correto. Pela mesma razão determinou a remoção de links. Serão muitas batalhas, mas vamos lutar e vencer”, escreveu o candidato sobre a ação arbitrária.