Trump é 1º presidente dos EUA absolvido em 2 processos de impeachment

Silvio Ferreira

Donald Trump é o primeiro presidente dos EUA a ser absolvido duas vezes em processos de impeachment, em um processo claramente inconstitucional e sem precedentes, já que não existe, na Constituição daquele país, a previsão da possibilidade de impeachment para um presidente que já deixou o cargo.

O malabarismo político arquitetado pelo partido Democrata pretendia cassar os direitos políticos de Trump, que recebeu quase 75 milhões de votos nas últimas eleições, número superior ao obtido pelo democrata Barack Hussein Obama, nas duas ocasiões em que foi eleito.

Apenas mais um dos exemplos da turbidez de um processo eleitoral nos EUA, que teve bloqueadas pela Justiça todas as ações movidas pelos advogados do candidato republicano que tinham o objetivo de investigar fortes indícios de fraude, amplamente divulgados por apoiadores de Trump via redes sociais, mas que sofreram uma violenta censura das Big Techs (empresas de tecnologia que estão entre as principais financiadoras da campanha de Joe Biden), bem como escandalosamente abafados pela Imprensa tradicional dos EUA, do Brasil e de boa parte do mundo.

Caso fosse condenado, o agora ex-presidente ficaria impedido de ocupar cargos federais novamente, mas na manhã deste sábado (13.02), com um placar de 57 a favor e 43 contra, apesar de a maioria dos senadores ter considerado Donald Trump culpado das acusações de incitar apoiadores a invadirem o prédio do Capitólio (o Congresso dos EUA) no dia 6 de janeiro, o número não atingiu a maioria de dois terços exigidos pela Constituição para condenar o 45º presidente dos EUA.

A maioria de 2/3 dos senadores não foi atingida mesmo com a ‘traição’ de sete senadores republicanos, na hora crucial. Somaram-se aos votos de todos os democratas, os dos republicanos Ben Sasse de Nebraska, Bill Cassidy da Louisiana e Lisa Murkowski do Alasca; Mitt Romney de Utah e  Pat Toomey da Pensilvânia; e Richard Burr da Carolina do Norte e Susan Collins, do Maine, que fizeram coro com os democratas para declarar Trump culpado.

Ao término da votação, o senador Patrick Leahy, que presidiu o julgamento, declarou a absolvição de Trump das acusações, o que significa que Trump pode voltar a concorrer à Casa Branca em 2024. Isso, é claro, se os senadores democratas e ‘vira-casacas’ republicanos não levarem a cabo a proposta de tentar impedi-lo viabilizando uma nova narrativa, a partir de uma leitura forçada da 14ª Emenda da Constituição dos EUA,

Trump comemorou a vitória, agradeceu a seus apoiadores e prometeu que logo surgirá com uma “visão para um futuro americano brilhante, radiante e ilimitado”. Sem deixar de criticar os os opositores. “Esta foi a maior caça às bruxas da história de nosso país”, disse Trump em um comunicado.

“Nenhum presidente jamais passou por algo parecido e continua porque nossos oponentes não conseguem esquecer os quase 75 milhões de pessoas, o maior número de todos para um presidente em exercício, que votou em nós poucos meses atrás” e concluiu: “Nosso movimento magnífico, histórico e patriótico, Make America Great Again (Faça a América Grande Novamente), acaba de começar”.