Unimed-Pará: 55 mil pacientes curados com tratamento precoce e redução de 95% das internações em UTIs

Infectologista revela que tratamento precoce tirou Unimed do Pará do colapso

Com informações Terra Brasil Notícias

A médica infectologista Vânia Brilhante, coordenadora da Central de Abastecimento da Unimed Belém, conta como o tratamento precoce tirou o sistema de saúde do estado do Pará do colapso.

“Conseguimos praticamente zerar o número de internações após o tratamento precoce e diminuir absurdamente o número de pacientes nas nossas unidades. Temos capacidade de atendimento de até 1500 pacientes/dia. Em épocas atípicas (sazonalidade) nosso atendimento chega a 2400 pacientes/dia. Durante o colapso (Covid) esse número chegou a ser absurdo”, relata Vânia Brilhante.

A médica descreve o caos vivido pelo sistema de saúde:

“Pacientes leves e moderados não puderam ser atendidos, o que acabou colapsando nosso sistema. Eu vi pacientes morrendo em cadeiras. Vi paciente chegando morto dentro do carro com a família. Minhas unidades estavam todas lotadas, minhas UTIs e enfermarias estavam todas lotadas. Não tinha nem cadeiras para sentar”, conta a infectologista.

A coordenadora da Central de Abastecimento da Unimed Belém relata que o tratamento precoce foi o divisor de águas da crise:

“No dia 8 de maio, nós abrimos nossa policlínica e no dia 11 abrimos a Casa de Plácido, que era nosso drive-thru e partir daí, tivemos uma queda abrupta na nossa curva.”

A coordenadora explica que a adoção do medicamento foi a diferença entre a vida e a morte para milhares de pacientes:

“Mais de 50 mil pacientes. Depois que começamos o tratamento precoce, não tivemos mais do que 5% de internação. Dos mais de 50 mil pacientes tratados com cloroquina/hidroxicloroquina, não houve nenhum caso de morte causado pelo medicamento.”

Hidroxicloroquina. Imagem ilustrativa.

“DOS MAIS DE 50 MIL PACIENTES TRATADOS COM CLOROQUINA / HIDROXICLOROQUINA, NÃO HOUVE NENHUM CASO DE MORTE CAUSADO PELO MEDICAMENTO”, atesta a infectologista.

“Fizemos a aposta na fase 1” (a fase inicial da infecção pelo vírus, entre o primeiro e o terceiro dia, quando a experiência clínica observacional de médicos de todo o mundo tem demonstrado a maior eficácia da medicação, ministrada logo aos primeiros sintomas). A experiência estimulou o compartilhamento da informação com profissionais da rede pública:

“Tivemos uma melhora absurda quando começamos a aplicar esse protocolo na rede pública”, testemunha a especialista.

E conclui:

“Desde a segunda semana de maio, estamos tranquilos, tentando agora ajudar outros estados com a nossa experiência”.